Em Rio Branco, voluntários retiram lixo de praias da APA Lago do Amapá

No Dia Mundial da Limpeza, celebrado neste sábado, 19, um grupo de oito voluntários se mobilizou para fazer um mutirão de limpeza em praias e trilhas na Área de Proteção Ambiental (APA) Lago do Amapá. Em apenas três horas, estudantes universitários e um professor do curso de Biologia da Universidade Federal do Acre (Ufac) coletaram aproximadamente cem quilos de resíduos sólidos deixados nas praias do Rio Acre e espalhados na natureza em uma área de 12 hectares.

O grupo contou com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), na doação de sacos plásticos, luvas e no transporte para deslocamento até o local.

No Dia Mundial da Limpeza, oito voluntários fizeram mutirão nas praias e trilhas da APA Lago do Amapá Foto: Cedida

De acordo com Isaac de Oliveira, mobilizador do grupo, um colega motivou a ação. “Fiquei encantado com a proposta do Dia Mundial da Limpeza e já que somos incentivados a todo instante a consumir, então, porque não ‘consumir’ também o lixo que produzimos em vez de querer que a mãe natureza o faça por nós?”, argumentou.

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“Além dos benefícios que traremos a nós mesmos com tal ação, futuras gerações também tomarão proveito desta pequena atitude: descartar corretamente seu lixo. Mobilizamos os colegas da Biologia para esse movimento incrível, que, ao mesmo tempo em que nos desperta para a conscientização da preservação do ecossistema, constrói em nós hábitos ecológicos totalmente responsáveis”, completou Isaac.

A APA Lago do Amapá é administrada pela Sema. Mirna Caniso, gestora daquela unidade de conservação (UC), acompanhou o mutirão de limpeza. “A participação de voluntários em ações como esta despertam a importância da participação cidadã e chamam a atenção para a necessidade de empatia com a natureza e com outras pessoas que desfrutam do bem comum, no caso, as praias do rio Acre e as trilhas ecológicas, de forma a perpetuar a beleza natural e sua conservação. Essa atitude da juventude nos dá mais esperança e ânimo para seguir nosso trabalho”.

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Morador da área, Cosmo Lopes de Freitas ressaltou que chegou a proibir o acesso de visitantes à praia, devido à falta de conscientização. “Os banhistas deixam todo tipo de lixo no local; garrafas pets, de vidro e alumínio são os tipos mais comuns”.

Todos os protocolos de segurança foram usados na atividade, como luvas, máscaras e álcool gel.

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