O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi demitido da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão foi oficializada nesta segunda-feira (21), com a publicação de uma portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública no Diário Oficial da União.
De acordo com a portaria, a demissão ocorreu após a constatação de uma infração disciplinar caracterizada pelo abandono do cargo por mais de 30 dias consecutivos sem justificativa. A informação foi divulgada pelo R7.
Eduardo Bolsonaro deveria ter retornado à PF
Eduardo Bolsonaro era escrivão da Polícia Federal e estava afastado do cargo para exercer o mandato de deputado federal.
Em dezembro de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda de seu mandato parlamentar por ausência em pelo menos um terço das sessões deliberativas da Casa. A decisão está registrada oficialmente pela Câmara.
Com o fim do mandato, o afastamento do cargo na Polícia Federal deixou de existir. A corporação determinou então o retorno de Eduardo às funções de escrivão no Rio de Janeiro.
Ele, porém, não retomou as atividades. Segundo a apuração divulgada pelo R7, Eduardo permaneceu nos Estados Unidos e passou a responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) relacionado às ausências ao trabalho.
Portaria oficializa demissão
A portaria publicada pelo Ministério da Justiça considera configurada a infração disciplinar de abandono de cargo em razão das faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.
Com a publicação do ato, Eduardo Bolsonaro deixa oficialmente o quadro de servidores da Polícia Federal.
A perda do mandato parlamentar e a posterior demissão da PF são decisões distintas. A primeira ocorreu na Câmara dos Deputados, enquanto o desligamento da carreira policial foi resultado de procedimento administrativo relacionado à ausência no serviço.


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