Economista dá dicas para quem busca equilibrar as finanças em 2022

Um bom planejamento dos gastos e organização são fundamentais para quem buscar ajustar as finanças.

Janeiro não costuma ser um mês financeiramente fácil, afinal, são muitas as contas que se acumulam para o início do ano, em especial, para quem tem filhos e ainda precisa arcar com a compra do material escolar. Entretanto, um bom planejamento dos gastos e organização são fundamentais para quem buscar ajustar as finanças.

O economista Carlos Franco dá dicas de como quitar as dívidas e fazer uma reserva
O economista Carlos Franco dá dicas de como quitar as dívidas e fazer uma reserva (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo o economista Carlos Franco, o ideal é colocar tudo no papel. “A primeira dica é organizar o orçamento. Por exemplo, se tiver com dívida em atraso atualizar para regularizar e limpar o ano, verificar os gastos mensais e separar o valor, se puder antecipar o pagamento de dívidas e se sobrar, guardar um pouco de dinheiro”, destacou, observando que o planejamento deve ser para o ano todo.

Outra dica valiosa de Carlos é que muitas empresas oferecem descontos e formas acessíveis de pagamento no início do ano. Vale salientar que o comprometimento com dívidas até 30% da renda liquida é aceitável, mais que isso passa a ser considerado como endividamento – situação que cresceu no Brasil, especialmente, durante a pandemia da Covid-19.

“Estamos vivendo um momento delicado, pois as taxas de juros subiram muito. O empréstimo consignado continua sendo a menor taxa do mercado. Portanto, se a pessoa puder trocar dívida cara por dívida barata, é uma recomendação. Por exemplo, trocar um cheque especial e um cartão de crédito por um crédito consignado, que é uma taxa menor, é uma dica”, observa Carlos.

Carlos Franco – economista

Reserva

FOTO 2 – A microempreendedora Kênia Moraes pretende organizar as finanças em 2022
A microempreendedora Kênia Moraes pretende organizar as finanças em 2022

Com a alta da inflação, dos juros e o custo de vida elevado, poucas pessoas conseguem fazer uma reserva de dinheiro. A microempreendedora Kênia Moraes, 40 anos, está em busca de organizar as finanças em 2022. Há 1 ano tocando o próprio negócio, a acreana que é mãe de três tem feito malabarismo para economizar uma graninha.

“O meu capital é totalmente giratório, ainda não tenho reservas para isso. E desse capital, reservo um percentual para as minhas despesas pessoais. Tanto que, neste ano, decidi fazer um mapeamento minucioso dos meus gastos para conseguir fazer uma reserva, pois queremos viajar com as crianças”, explica Kênia.

De acordo com o economista Carlos Franco, o ideal é que se possível as pessoas façam uma reserva pessoal. A regra mais comum é que se guarde ou invista entre 5 e 10% do valor líquido mensal. “O ideal é a pessoa fazer um esforço para ter uma reserva, pois, são os imprevistos que desequilibram os orçamentos, especialmente, situações que envolvem a saúde. Ninguém quer ficar doente ou ver um ente doente, então, numa situação assim, facialmente a pessoa se endivida com cartão de crédito e/ou cheque especial”, observa.

Essa é uma orientação que Samuel Aguiar segue à risca. Todos os meses, ele reserva 8% do seu orçamento para uma espécie de 14° salário. “Separo da seguinte forma: 10% do meu salário, eu doo para obras missionárias ou destino para ajudar alguém, 30% gasto com as despesas de casa, 20% são da faculdade e 8% guardo. O restante fica para as despesas do dia a dia”, explica.

Para não falhar com as reservas, Samuel mentaliza que se não transferir o valor vai pagar juros. “É como se eu tivesse comprado algo, e estivesse pagando. Utilizo essa reserva como um 14° salário. O meu décimo terceiro utilizo somente quando vou viajar, ano passado não viajei, então, não gastei”, explica.

Samuel Aguiar gosta de manter as contas em dia (Foto: Arquivo Pessoal)

Organizado com suas finanças, Samuel orienta que as pessoas evitem fazer comprar com o cartão de crédito.

“O melhor é comprar no débito, mas, quando eu compro no cartão de crédito, transfiro o mesmo valor para uma outra conta. À medida que meu dinheiro vai acabando, percebo que não posso mais gastar. Ao final, tenho como pagar a fatura do cartão”, salientou.