Desabamento de silo na estrada de Boca do Acre acarreta prejuízo de 18 mil sacos de milho

Na semana passada, um dos silos que fica situado na estrada de Boca do Acre, já em território acreano, desabou e gerou um prejuízo de 18 sacos de milho. Um laudo dos bombeiros aponta que o silo que desabou, com aproximadamente 9 metros de altura, pode ter tido uma falha na base da estrutura, mas diz que somente um estudo mais aprofundado detectar qual a causa específica do incidente.

O desabamento, segundo os bombeiros, causou danos estruturais nos outros silos do local.

“O local possui cinco silos para armazenamento de grão, no entanto, suas estruturas apesar de independentes, são próximas e possuem interligação aérea. Desta forma, o rompimento do silo central causou avarias nos outros silos, bem como na casa de máquinas”, pontuou.

O laudo aponta que um estudo mais profundo deve ser feito para detectar o que de fato ocorreu.

“Não foi possível identificar a verdadeira causa do acidente em virtude da grande quantidade de milho espalhada, todavia, a ruptura nas chapas metálicas e o rasgo dos parafusos na união do chapéu com as chapas laterais do silo sugerem que o agravo foi na base da estrutura. No entanto, não podemos afirmar que o problema está localizado nesta região, devendo ser realizado um estudo específico”, enfatiza.

Atividades suspensas
No laudo, os bombeiros alegam que sugeriram que os outros silos fossem esvaziados por questão de segurança.

“É perceptível que o grau de risco mensurado é alto em decorrência do elevado volume de milho espalhado e as interligações existentes ainda mais pelo fato de outros dois silos estarem cheios Como não é possível determinar com clareza se a retirada do milho não afetará as estruturas adjacentes, sugerimos o esvaziamento de todos os silos antes de iniciar qualquer trabalho de reparo/remoção”, destaca o documento.

A Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (Sepa) informou que as atividades no local estão suspensas e que cooperados e técnicos fazem um trabalho árduo de retirada dos grãos de milho que estavam armazenados. A equipe já conseguiu retirar cerca 80% da produção.

No site do governo, o engenheiro civil Alan Oliveira, da Sepa, explicou que é preciso primeiro retirar o milho para elaborar uma perícia técnica que possa explicar o que aconteceu, e, a partir de então, elaborar um planejamento de recuperação das torres. “Verificaremos qual a possibilidade da reconstrução”, observou.

A Sepa destaca ainda que em todo o Acre, existem seis silos graneleiros, que também passarão por manutenções e ampliação das torres. O objetivo da Sepa é entregar outro complexo de silo graneleiro para atender aos produtores. Todo planejamento está sendo feito com base na liberação de uma verba no valor de R$ 100 milhões, disponibilizados pelo Ministério da Agricultura para investimentos no setor produtivo, de acordo com a publicação.

AGOSTINHO ALVES com G1