Deputado Raimundinho da Saúde comenta exoneração

Em seu primeiro discurso do ano de 2017, o deputado Raimundinho da Saúde (PMN) manifestou na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), preocupação com a exoneração de 380 servidores temporários pelo governo do Acre. Os servidores estariam com prazos contratuais vencidos e trabalhando em situação irregular.

A recomendação da 2ª Promotoria Especializada de Defesa do Patrimônio Público para o desligamento dos servidores admitidos sem concurso público foi encaminhada à secretária de Gestão Administrativa, Sawana Carvalho, no dia de 16 de janeiro.

O parlamentar observou que a Saúde seria uma das áreas mais prejudicadas com a exoneração desses servidores. Ele acredita que os demais servidores poderão ficar sobrecarregados com a demissão dos provisórios, se tornando necessária uma convocação imediata dos aprovados em dois concursos públicos realizados pelo Estado em 2013 e 2014.

“São mais de 200 pais de famílias que podem ficar desempregados uma vez que a demissão é inevitável, mas a maioria dessas pessoas foi aprovada em concursos em aberto. Proponho que os aprovados no concurso de 2013, que encerra a validade em maio deste ano, e no concurso realizado em 2014, que tem validade até o próximo ano, sejam convocados para suprir as necessidades da área de saúde para não prejudicar ainda mais o atendimento à população”, diz Raimundinho.

Raimundinho da Saúde defende ainda o fim dos plantões extras para os servidores que serão convocados. “Sugiro que esses servidores convocados não façam plantão extra. Cada dois funcionários que fazem plantão extra equivalem a cinco. Se o servidor não tirar plantão extra, em vez de contratar dois a saúde poderá contratar cinco servidores, ou seja, outros pais de famílias terão a oportunidade de trabalhar”, explicou.

Para o deputado os servidores serão demitidos devido a omissão do Estado. “Esses servidores não têm culpa de terem permanecido irregularmente no emprego, eles se encontram nessa situação por omissão do Estado. Isso é um absurdo, esses servidores devem no mínimo serem indenizados, eles não podem sair do emprego com uma mão na frente e outra atrás”, disse.

Para concluir, o parlamentar disse que irá propor a criação de uma comissão entre os sindicatos com o intuito de acompanhar as novas contratações de servidores. “Não vamos permitir que as contratações sejam realizadas daqui para frente sem concurso público ou que sejam feitas através do apadrinhamento político”, finalizou.