Dengue, Zika e Chikungunya, saiba como diferenciá-las da Covid-19

Aedes Aegypti é o mosquito transmissor das três doenças.

As chuvas frequentes decorrentes do inverno amazônico já estão estabelecidas, e com elas muitos problemas sazonais começam a dar as caras, entre eles, as doenças oriundas do Aedes Aegypti, o mosquito da dengue.

Além da doença que dá o nome popular ao inseto, ele também transmite a Chikungunya e a Zika, assim como a Febre Amarela que é combatida através da vacinação desde 1942.

A Dengue e a Chikungunya têm sintomas parecidos, entretanto, a primeira causa mais dores espalhadas pelo corpo, enquanto a segunda se destaca por dores e inchaços nas articulações. Já a Zika se caracteriza por febres baixas, ou até mesmo a ausência dela, mas muitas manchas surgem na pele, causando coceira.

Os sintomas dessas doenças podem se assemelhar a algumas das reações causadas pela Covid-19, e por isso a chefe do Núcleo de Doenças de Transmissão Vetorial, Márcia Andréa Morais, diz que a melhor maneira para diferenciar é com ajuda médica. “Deve ser realizado exames laboratoriais, já que alguns sintomas podem ser idênticos em alguns desses agravos. O profissional médico também deverá fazer uma boa avaliação clínica e epidemiológica para considerar a suspeita do agravo.” instrui Márcia.

Andréa ainda cita a possível alta nos números de infectados esse ano, em decorrência da alta do ano anterior, que afetou o início de 2021. “Existe uma tendência de aumento, considerando a sazonalidade dos agravos, e a situação de cada município. Esperamos que o número de casos em 2022 seja menor em relação a 2021, em que tivemos surtos em alguns municípios, a exemplo de Rio Branco, Tarauacá, Xapuri, Brasiléia, Assis Brasil e Epitaciolândia, além de Cruzeiro do Sul”, declara ela.

Quando perguntada sobre como prevenir-se em relação a essas doenças, Márcia destacou a importância do trabalho coletivo. “O mais importante é deixar claro que essas doenças são da responsabilidade de cada um de nós. Todas são doenças que podem ser evitadas com pequenas ações nossas, que devem fazer parte de nossa rotina diária: manter nossos quintais e casas limpos e livres de recipientes que acumulem água e sirvam de criadouros para o mosquito; manter o nosso reservatório de água limpo e bem fechado pra impedir a entrada de mosquitos, etc.”, disse Márcia.

Por fim, a recomendação dada por ela é que ao sinal dos primeiros sintomas, um médico deve ser procurado, e que a automedicação não deve ocorrer, pois pode agravar o problema.

Ministério lança campanha de combate ao mosquito da dengue

O Ministério da Saúde lançou na terça-feira, 30, a campanha nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Até 31 de dezembro, serão divulgados na TV e nas redes sociais vídeos educativos para evitar a proliferação das doenças.

A campanha deste ano é intitulada “Combata o mosquito todo dia, coloque na sua rotina” e tem objetivo de mobilizar a população para retirar água acumulada de calhas, garrafas, sacos de lixo, pneus e outros recipientes que podem se tornar criadouros do mosquito.

Durante coletiva de lançamento da campanha, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, conclamou a população a estar vigilante no combate ao Aedes aegypti.

“É a você cidadão brasileiro que a gente dirige a palavra e pede para que redobremos os nossos cuidados para que possamos combater o mosquito todo dia e coloquemos esse combate na nossa rotina. Neste momento, precisamos de seu apoio para combatermos o mosquito, erradicarmos e termos controle das doenças”, afirmou.

De acordo com levantamento apresentado pela pasta, 12 estados tiveram aumento dos casos de dengue em relação ao ano passado. No Amapá, os casos passaram de 53 para 241 neste ano. Em Alagoas, foram registrados 2,2 mil casos ano passado e 6,3 mil em 2021. No Rio Grande do Sul, são 9,9 mil casos registrados neste ano. Em 2020, foram 3,9 mil.