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Nacional

Crescimento da população ocupada na região norte em 2023 enfrenta desafios específicos

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A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2023, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que o nível de ocupação no país foi de 57,6%. A população em idade de trabalhar aumentou 0,9%, chegando a 174,8 milhões de pessoas. No entanto, o percentual de empregados com carteira assinada no setor privado cresceu de 36,3% em 2022 para 37,4% em 2023, alcançando 37,7 milhões de trabalhadores, o maior número da série histórica.

Apesar desse crescimento, a Região Norte registrou uma das menores taxas de sindicalização do país, com apenas 6,9% dos trabalhadores ocupados sendo membros de sindicatos. Esse índice reflete uma queda contínua observada desde 2012. No Brasil, a taxa de sindicalização caiu de 9,2% em 2022 para 8,4% em 2023.

Entre os trabalhadores sindicalizados no Brasil, homens superaram ligeiramente as mulheres, com taxas de 8,5% e 8,2%, respectivamente. Setores como Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, importantes para a Região Norte, viram suas taxas de sindicalização caírem para 15% em 2023.

Os empregados com carteira assinada no setor privado e os trabalhadores no setor público mostraram as maiores taxas de sindicalização, com 10,1% e 18,3%, respectivamente. No entanto, ambos os grupos registraram queda em suas taxas de sindicalização em comparação com 2022.

A análise do IBGE sugere que a expansão da população ocupada não se traduziu em maior cobertura sindical, devido a fatores como a introdução de modalidades contratuais mais flexíveis pela reforma trabalhista de 2017 e o uso crescente de contratos temporários.

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Além disso, empregadores e trabalhadores por conta própria na Região Norte, assim como no resto do Brasil, apresentaram uma leve queda na formalização de seus negócios no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), passando de 6,3% para 5,9%.

Esses dados destacam a necessidade de políticas que não apenas aumentem a ocupação, mas também garantam a proteção e os direitos dos trabalhadores na Região Norte e em todo o Brasil.