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Cotidiano

Comitê elenca situações em que Chico Mendes estava “coberto de razão” 

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Ideias e ações do líder seringueiro são cada vez mais relevantes (Foto: João Cardoso | Rede Amazônica)

C O M I T Ê CHICO MENDES | A frente fria que chegou com força no Acre, nesta terça-feira (14), resultou em uma brusca queda na temperatura e pegou muita gente de surpresa. Mas, não é o caso da estátua de Chico Mendes no Centro de Rio Branco, que já recebeu uma capa para enfrentar a primeira friagem do ano.

Aproveitando o contexto climático, vamos relembrar algumas vezes em que Chico Mendes estava “coberto de razão”. Confira ideias e ações do líder seringueiro que permanecem mais relevantes do que nunca:

  1. No alerta contra o desmatamento, Chico descobriu que lutava pela humanidade: “No começo pensei que estivesse lutando para salvar seringueiras. Depois, pensei que estava lutando para salvar a Floresta Amazônica. Agora, percebo que estou lutando pela humanidade”;
  2. Na floresta tem gente“. Ele também destacou a necessidade de compreensão da floresta não apenas como habitat natural de plantas e bichos, mas lares de pessoas que dependem diretamente da preservação dos ecossistemas para manterem seus modos de vida;
  3. Além disso, o líder seringueiro defendia que a floresta em pé é uma fonte de renda e sustento para as comunidades locais. Dados da Jornada Amazônia (Qual a importância da floresta em pé? – Jornada Amazônia) reverberam essa visão e mostram como o desmatamento gerou uma perda de mais de R$ 1 bilhão por ano, da década de 80 até 2012;
  4. Chico também acertou quando construiu a Aliança dos Povos da Floresta, que uniu seringueiros e indígenas nos empates pacíficos contra os pecuaristas. Hoje, a Aliança das Amazônias é um exemplo de sua luta pela preservação ambiental e pelos direitos das comunidades tradicionais;
  5. Afinal, como ele também enfatizava: “nossa vitória depende da nossa organização e disciplina”.

    Frase escrita a giz no quadro negro pertence ao líder seringueiro (Foto: Cedida)

  6. Chico Mendes também tinha uma visão para o futuro quando convocou a juventude a se engajar na defesa do planeta. Sua carta aos Jovens do Futuro é um chamado à ação e à responsabilidade compartilhada na proteção do meio ambiente.

    Carta foi escrita em 6 de setembro de 1988, meses antes do assassinato de Chico Mendes (Foto: Cedida)

  7. Por fim, o nosso Patrono Nacional do Ambiente – título que recebeu pós-morte, 2004 – também tinha razão ao falar sobre o legado que deixaria, quando ainda sofria ameaças: “Se descesse um enviado dos céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então, eu quero viver. Ato público e enterro numeroso não salvarão a Amazônia. Quero viver!

Sua morte prematura foi um baque para a luta pela Amazônia em pé, mas o legado permanece. E um deles é o Comitê Chico Mendes, que se dedica a continuar defendendo a floresta e as comunidades da região.

Diante de tantas ideias que conversam com a nossa realidade de crise climática, sim, Chico já falava sobre os rumos do nosso presente desde a década de 1970.

Agora, para a construção de um futuro digno para todos, precisamos agir de forma rápida e organizada! Por isso, venha fazer parte do Comitê Chico Mendes e conheça mais sobre a memória e os legados do líder seringueiro.

Chico Mendes vive! A luta continua!

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