Casas, oficina e carros são arrastados por deslizamento após baixa do Rio Acre

Pelo menos duas casas e uma oficina desabaram em Rio Branco , nesta quinta-feira (14), devido à baixa do Rio Acre. Quatro veículos também foram arrastados pela água. Segundo a Defesa Civil Municipal, ninguém se feriu, mas há risco de que mais residências desabem e por isso estão sendo evacuadas. Desde o dia 7 de março, o nível do Rio Acre tem baixado rapidamente.

O desabamento aconteceu em um trecho da Rua Poços de Caldas, no bairro Cidade Nova, no Segundo Distrito de Rio Branco. A região, que fica às margens do Rio Acre, foi uma das mais atingidas pela enchente, e agora, com a descida acelerada do nível do rio, que saiu de 17,89 metros em 6 de março para 9,64 metros nesta quinta, registrou o deslizamento.

O Rio Acre ficou mais de uma semana acima dos 17 metros e alcançou o maior nível do ano, de 17,89 metros, no dia 6. Essa foi a segunda maior cheia da história, desde que a medição começou a ser feita, em 1971. A maior cota histórica já registrada é de 18,40 metros, em 2015.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, a área do desabamento já foi isolada.

“Toda essa área está comprometida e que nós estamos evacuando agora, tirando as pessoas e tomando as providências para que se mantenha a segurança, especialmente das pessoas. Posteriormente nós vamos adentrar nessas casas para tentar salvar os móveis, mas primeiramente as pessoas. Agora, felizmente, ninguém estava dentro da casa”, disse.

Ainda segundo o tenente-coronel Cláudio Falcão, o terreno não tem sustentação e a área já era monitorada por risco de desabamento. Com a cheia histórica, o risco aumentou.

“Aqui nós vamos, pelo menos, averiguar um raio de 100 metros laterais do momento aqui do desmoronamento, para que a gente possa ter a dimensão. Mas, pelo menos, aqui na nossa lateral esquerda e lateral direita, nós vamos, pelo menos, evacuar umas 10 casas cada lateral, que dá em torno de 100 metros, para poder manter a segurança das pessoas e fazer o monitoramento permanente aqui nesse instante, da mesma maneira que a gente já teve que tirar algumas”, complementou.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Assistência Social do município foram ao local para organizar a logística de retirada das famílias e demais procedimentos de segurança.

Júnior Antero, funcionário da oficina que desabou, disse que houve correria no momento em que aconteceu o deslizamento.

“Só deu tempo de nós [sic] tirar dois carros e algumas coisas só. [Estávamos] em quatro pessoas. Conseguimos sair por sorte, porque quase que nós [sic] ia junto com a água. Muito rápido, coisa de segundo. Não tinha marca de nada, nem um quebrado nem nada, a terra engoliu do nada. Desceu de uma vez. Foram três veículos [levados no pelo desbarrancamento] dois carros pequenos e um caminhão, [além de] compressor e o maquinário da oficina todinho”, complementou. (Renato Menezes/G1AC)