Campanha de Combate à Tuberculose é lançada na Capital

Em alusão ao Dia Mundial da Tuberculose e com o tema “Unidos Pelo Fim da TB”, a prefeitura de Rio Branco lançou na manhã da última sexta-feira, 24, Centro de Saúde Barral y Barral, a Campanha de Combate à Tuberculose. O objetivo conscientizar a população sobre a doença e ações serão intensificadas em toda a cidade.

A intenção é evitar que a falta de informação sobre a doença leve a um diagnóstico tardio, aumentando o risco de óbito. Atualmente, a TB ocasiona, em média, uma morte a cada 18 segundos.

Segundo Socorro Martins, diretora da Vigilância Epidemiológica, a cura da doença na capital é acima de 90%. Em 2016, 273 pessoas foram diagnosticadas, e todas receberam a assistência necessária.

“A prevenção é feita por meio de palestras, entregas de material educativo. Pessoas que sintam alguns dos sintomas da doença podem procurar uma Unidade de Saúde e pedir para fazer o exame, pois o resultado é rápido e o medicamento está disponível em todos os postos”, explica a diretora.

No mundo, surge em média 8,800 milhões de novos casos por ano. A maioria desses casos estaria nas regiões da Ásia (55%) e da África (31%). Por ano morrem 1,6 milhões de pessoas por Tuberculose no mundo.

O Brasil é um dos 20 países priorizados pela Organização Mundial de Saúde que concentram 80% da carga mundial de Tuberculose. No Brasil em 2016, foram notificados 75 mil novos casos, correspondendo a um coeficiente de incidência anual de 37,1/100.000 habitantes. Esses indicadores colocam o Brasil na 15ª posição em relação ao número de casos.

No Brasil ainda morrem por ano 4,5 mil pessoas por Tuberculose, doença curável e evitável.

Sintomas

Os principais sintomas são fadiga, febre, perda de peso e tosse crônica (por mais de 15 dias) com catarro ou sangue. A doença pode ser transmitida por meio do contato com a saliva da pessoa infectada, pelas gotículas da tosse ou do espirro.O tratamento consiste em uma combinação de medicamentos que podem curar praticamente todos os casos e dura por volta de seis meses. Já no primeiro mês há melhora dos sintomas, mas é imprescindível não interromper o tratamento.