Blairo Maggi diz que Acre tem futuro promissor no campo

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, realizou palestra na Federação das Indústrias do Acre (Fieac), na manhã de ontem, 13, e reuniu representantes do setor agrícola, agroindustrial e agropecuário do estado.

O Ministro proferiu palestra e ouviu reivindicações da categoria e abriu diálogo do ramo agrícola e empresarial acreano com o Governo Federal.

“Quero ouvir a categoria e prometo levar as reivindicações e dar todo meu empenho. Precisamos ouvir as reivindicações dos produtores, de quem está com os pés na roça, é para isso que vim aqui, para conversarmos”, disse Maggi.

O ministro adiantou que uma das reivindicações ao governo federal é o fluxo maior do comercio entre o Acre e o Peru, com mais possibilidades de exportação a partir de Rio Branco, bem como a importação de produtos andinos.

O ministro ainda falou sobre o cultivo de soja no estado e afirmou que no Brasil, não há um programa que incentive, são os próprios produtores que partem com essa iniciativa. “E aqui no Acre, temos grande extensão de terras que facilitariam uma cadeia de proteína animal, ou seja, soja e milho é a base de tudo aquilo que a gente faz em relação a criação de aves, suínos que têm um valor mais agregado. O Acre tem espaço para isso, e acredito que acabará fazendo”, falou.

Para Baggi, o estado pode muito bem conviver com a sustentabilidade e com o cultivo da soja. “Nós ocupamos apenas 8% do território nacional para fazer agricultura, 17% para pecuária e 61% ainda está intacto. Então se vê que o Brasil é capaz de fazer produção agrícola e sustentabilidade também.”

“Venho ao Acre a convite do meu colega Gladson Cameli justamente para fazer isso: discutir com os produtores, com a sociedade civil organizada para descobrirmos onde está o ponto de inicio para fazermos isso. E o ponto está em termos terras abertas.”

Além disso, o ministro garante que o Acre pode desenvolver muitas outras atividades, desde que respeite a legislação, fazendo tudo conforme o que é previsto em lei, onde cada produtor tem um limite dentro de sua propriedade do que pode ser desmatado.