Bebê com cardiopatia congênita aguarda por cirurgia e amigos fazem campanha para ajudar pais

Com apenas 1 mês e 23 dias vida a pequena Maria Rita já mostrou uma garra de gente grande, diagnosticada com cardiopatia congênita complexa, ela já passou por uma cirurgia e aguarda para realizar mais dois procedimentos cirúrgicos. A bebê e os pais estão em São Paulo desde o nascimento em busca de tratamento.

“Descobri que a bebê tinha um problema cardíaco, em Rio Branco no último trimestre da gestação, em um exame de ultrassonografia chamado ecocardiograma fetal”, explica a mãe Edleni Duarte.

A partir daí começava uma nova fase na vida do casal Eldeleni e David Júnior, para que a bebê tivesse acesso a um tratamento adequado, eles partiram para São Paulo.

“Fui orientada pela cardiologista pediátrica que fez o ecocardiograma, que deveria vir para um grande centro e que na visão dela, o único que teria condições de receber minha filha era São Paulo, no Hospital Beneficência Portuguesa, devido a gravidade e complexidade da cardiopatia da minha filha”, conta a mãe.

Já em terras paulistas, a família se viu diante de um drama ainda maior. Após a realização de novos exames, os médicos detectaram que o problema era mais complexo do que se pensava.

“Viemos para São Paulo, com esperança de ter outro diagnóstico, mas infelizmente ficou confirmado a cardiopatia dela e com alguns outros agravantes além do que foi possível ver em Rio Branco”, disse Duarte.

Mãe destaca a importância do diagnóstico precoce

O problema que acometeu a pequena Maria Rita foi descoberto antes mesmo dela nascer, fato este que foi imprescindível para preservar a vida da menina, uma vez que havia o risco de morte ao nascer.

“Na minha opinião, esse exame é imprescindível para todas as grávidas, e deveria ser um dos exames obrigatórios. Digo isso porquê como a maioria dos problemas de saúde, quanto mais cedo diagnosticado, maiores são as chances do bebê”, enfatiza.

Edleni defende a importância do diagnóstico durante a gestação, para evitar o óbito de crianças com estes tipos de patologia.

“Caso não diagnosticado ainda na gestação, as crianças cardiopatas, aumentam suas chances de óbito, principalmente em um Estado como o nosso que não possui estrutura hospitalar com UTI pediátrica cardiológica e nem médicos cirurgiões com especialização em cardiopediatria”, ressalta.

Possibilidade de precisar de intervenção cirúrgica de urgência impede família de retornar a Rio Branco

No dia 12 de dezembro do ano passado Eldleni deu a luz, a família conta que as chances da menina falecer durante o nascimento ou na hora da cirurgia eram grandes.

“Minha filha nasceu dia 12 de dezembro com uma cardiopatia congênita complexa, com grandes chances de ir a óbito ao nascer, ou durante a cirurgia, mas graças a Deus, a equipe que cuida da minha filha é excelente, e o hospital é o único com condições de receber e tratar uma criança como a minha”, relata.

O primeiro procedimento foi bem sucedido, porém a família precisa se manter em SP pelo ou menos até o mês de junho, a mãe explica que os custos para se manter fora do estado são muito altos, aproximadamente 6 mil reais mensais.

“Não achava que iria passar tanto tempo aqui em SP. Achei que seria apenas um cirurgia e só depois dos exames realizados após o nascimento é que tomei ciência da gravidade e do que teria que ser feito. Não há a possibilidade de retornarmos para Rio Branco antes das cirurgias, tendo em vista a gravidade da cardiopatia dela”, explica.

O tratamento de Maria Rita é complexo e inspiram cuidados, por isso a família não pode retornar para o Acre enquanto aguardam as novas cirurgias.

“Essas duas cirurgias são as eletivas, são as que sabemos que tem que acontecer, mas pode ser que ela precise fazer mais alguma de urgência ou se as duas não forem suficientes para atingir o objetivo. Ela corre um sério risco de passar mal, precisar de uma intervenção cirúrgica imediata e não ter como fazer em Rio Branco”, diz a mãe .

Campanha para arrecadar

Com a impossibilidade de realizar o tratamento em território acreano, a família precisa continuar em são Paulo. Os altos custos com médicos, além de estadia e outros gastos que a família está tendo, amigos e familiares iniciaram uma campanha para arrecadar fundos para ajudar na luta pela vida da pequena Maria Rita.

“Os custos aqui são altos. Eu não trabalho, e o salário do meu esposo não cobre nem a metade do valor. Ficamos até agora com a ajuda de nossos pais e irmãos. Até que uma amiga resolveu ajudar e iniciou uma campanha que se espalhou rapidamente e graças à Deus as pessoas estão nos ajudando”, conta.

Interessados em ajudar, podem contribuir fazendo doações de qualquer valor diretamente na conta da mãe da criança, Eldleni Luciana Duarte. Agência: 3022-8 Conta: 108729-0, variação 51, Banco do Brasil.

Além disso, familiares e amigos estão realizando um show beneficente que acontecerá no dia 15 de fevereiro no Studio Beer, a entrada custa R$20, inteira e R$10 meia. As atrações conta com apresentação musical de Heloy de Castro, Chris Guto, CodCacke, Camile Castro, Clenilson Batista, Maria Joana, Rodrigo Epheren, Drem Healer.

“E o que mais me deixa emocionada e extremamente grata, é que ninguém nunca viu minha pequenina. Fico feliz em ver que as pessoas só precisam de um estímulo para serem solidárias Nesse caso o estímulo, foi minha filha, tão pequena e tão guerreira. Luta pela vida como nunca vi antes”, agradece.