Avaliação negativa do governo Bolsonaro é a menor desde julho de 2021

Segundo Pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (3), 43% classificam a gestão como negativa, menor índice da série histórica.

Com a aprovação de projetos econômicos no Congresso Nacional nos últimos meses, o governo Bolsonaro conseguiu melhorar sua imagem entre os eleitores brasileiros.

Segundo a Pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (3), o percentual da população que avalia negativamente a gestão caiu de 47%, em julho, para 43%, o menor índice desde julho de 2021, início da série histórica. Aqueles que classificam o governo de maneira positiva ou regular registram o mesmo percentual, 27%;

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Entre os eleitores que recebem o Auxílio Brasil, a avaliação negativa do governo diminuiu para 39%, enquanto 28% destes julgam de forma positiva o governo. A diferença entre as duas avaliações, agora em 11%, era de 27 pontos percentuais em junho deste ano.

No mês passado, o Congresso promulgou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/22, conhecida como PEC dos Benefícios. Entre outras medidas, o projeto aumentou o valor mínimo do benefício para R$ 600.

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Apesar do melhor desempenho na avaliação de seu governo, o presidente Jair Bolsonaro ainda não conseguiu diminuir de maneira significativa sua diferença para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT ao Palácio do Planalto, na pesquisa de intenção de voto.

Lula se mantém à frente, com 44% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Bolsonaro, com 32%. Em relação à pesquisa anterior, realizada em julho, a diferença entre os candidatos diminuiu dois pontos percentuais.

Levando em consideração somente os votos válidos — o que exclui brancos e nulos–, Lula teria 51% e poderia vencer no primeiro turno, marcado para 2 de outubro, na margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O ex-presidente mira novas alianças políticas para aumentar seu tempo na televisão e no rádio. A direção do PT fechou acordo com o Pros, que decidiu apoiar a candidatura de Lula. Entretanto, então candidato da legenda, Pablo Marçal, afirmou que não desistirá da disputa presidencial.

Nesta quinta-feira (4), o petista se reunirá com André Janones, candidato à Presidência pelo Avante, para discutir uma possível aliança ainda no primeiro turno. Janones registrou dois pontos de intenção de voto na mais recente Pesquisa Genial/Quaest.

Já o foco da campanha do presidente está na tentativa de transferir a melhora de imagem do governo para Bolsonaro, intensificando a agenda junto a evangélicos, grupo em que ele lidera com folga sobre Lula, com vinte pontos de vantagem.