Assistência Farmacêutica adequada garante eficácia em tratamentos de saúde

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) tem uma lista de 216 tipos de medicamentos que são entregues à população nas unidades de saúde da capital. Esse projeto é denominado assistência farmacêutica e é caracterizada como um grupo de atividades relacionadas ao medicamento que constituem um ciclo de seis etapas.

A seleção, a programação, a aquisição, o armazenamento, a distribuição e a entrega, “que deverão, de forma integrada, garantir a disponibilidade de medicamentos seguros e eficazes segundo as necessidades da população, identificadas com base em critérios epidemiológicos, técnicos e econômicos, explicou a coordenadora Fernanda Chelotti.

Os farmacêuticos atuam nas cinco unidade de Referência de Atenção Primária – URAPS, na Policlínica Barral Y Barral, nos Centros de Saúde Eduardo Assmar, Gentil Perdomo, na UBS da Cidade do Povo, e no Centro Especializado de Assistência Farmacêutica – CEAFAM.

Com o objetivo de garantir a qualidade dos medicamentos, a secretaria segue regras dos órgãos de controle, como a Anvisa e mantém em seus quadros, profissionais farmacêuticos que asseguram o adequado armazenamento e transporte.

E no caso de compras públicas, o cumprimento da exigência da apresentação do Registro do Produto e do Certificado de Boas Práticas de Fabricação, também emitidos pela Anvisa.

O secretário de saúde, Oteniel Almeida, cita que toda a estrutura é mantida para assegurar que todas as normas que garantam a qualidade dos medicamentos, sejam cumpridas, como as regras de armazenamento.

A coordenadora da Assistência Farmacêutica da Semsa, farmacêutica Fernanda Chelotti, cita que o método de armazenamento influencia na qualidade e preservação do medicamento.

“A maioria dos medicamentos devem estar na temperatura ambiente, ou seja, entre 15°C e 30°C, isento de umidade e longe da incidência de luz solar. Geralmente em residências o armazenamento é feito em gavetas ou caixas e não há como garantir a qualidade, eficácia e segurança do produto. A não observância de critérios técnicos pode acarretar a perda de estabilidade e eficácia dos medicamentos, levando o paciente a não obter sucesso no seu tratamento”, cita Chelotti.

Para Fernanda, a coleta e o reaproveitamento de medicamentos só podem ser feitos sob a supervisão de profissional capacitado, que assume a responsabilidade técnica sobre suas condições de conservação.

“Os produtos farmacêuticos são fabricados no Brasil de acordo com as Normas Técnicas de Boas Práticas de Fabricação e Estocagem, que visam garantir a eficácia do medicamento durante seu prazo de validade, sob a fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ficando o fabricante responsável por toda a cadeia de distribuição do produto até o consumidor. O que fugir dessas regras, pode ter consequências graves para a saúde da população”, conclui a coordenadora da Assistência Farmacêutica da SEMSA, Fernanda Chelotti.