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Meio ambiente

Aplicativo monitora ataques de onças em fazendas no Acre

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A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) disse que não há registros de onças-pintadas no perímetro urbano de Rio Branco. (Foto: Reprodução | Cedida)


Uma empresa do mercado de crédito de carbono implementou o Projeto Hiwi, que utiliza um aplicativo para monitorar ataques de onças em fazendas no Acre. A ferramenta ajuda a caracterizar os ataques de forma sistemática e detalhada, permitindo entender padrões e desenvolver planos eficazes de mitigação.

As onças geralmente atacam o gado durante a noite, em áreas próximas à fronteira entre a floresta densa e os pastos, conforme relatado ao G1/Acre. Edmilde Pinheiro, fiscal de fazenda que monitora 11 mil cabeças de gado, utiliza seu celular para registrar os ataques. “A caça da onça existe, sim, na nossa região. Ela é bem procurada, pois causa prejuízo ao consumir o rebanho dos produtores”, comentou.

O Projeto Hiwi desenvolveu uma inteligência artificial integrada ao aplicativo, que identifica padrões e mapeia ataques de onças, em uso desde novembro de 2023. Larissa Albino, coordenadora do projeto, explicou que o monitoramento inclui detalhes sobre o tempo e local do ataque, e se a onça era macho ou fêmea. Essas informações são cruciais para avaliar os padrões de ataque.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) resgatou sete onças nos últimos dez anos, incluindo onças criadas em cativeiro, resgatadas do comércio ilegal, e uma vítima de atropelamento.

O Projeto Hiwi, além de gerar créditos de carbono, é implementado em quatro fazendas da região e orienta famílias sobre práticas de extrativismo sustentável e manejo agropecuário. A área florestal abrangida pelo projeto inclui mais de 20 mil hectares destinados ao mercado de crédito de carbono.

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