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Política

Angelim denuncia violência contra indígenas no Brasil

Aconteceu na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a 14ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), importante ação do movimento indígena nacional do qual participaram cerca de 4 mil representantes de comunidades de todo o Brasil, configurando-se numa das maiores mobilizações indígenas dos últimos anos. O lema central foi a campanha “Demarcação Já!”, que conta com apoio de artistas, intelectuais e militantes de diversas causas, exigindo a retomada das demarcações de terras indígenas. Atento e parceiro da luta das populações indígenas contra os retrocessos no parlamento e em busca da garantia de seus direitos, o deputado federal Raimundo Angelim (PT-AC) enalteceu o movimento e mais uma vez reafirmou seu compromisso com a causa.

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Aconteceu na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a 14ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), importante ação do movimento indígena nacional do qual participaram cerca de 4 mil representantes de comunidades de todo o Brasil, configurando-se numa das maiores mobilizações indígenas dos últimos anos. O lema central foi a campanha “Demarcação Já!”, que conta com apoio de artistas, intelectuais e militantes de diversas causas, exigindo a retomada das demarcações de terras indígenas. Atento e parceiro da luta das populações indígenas contra os retrocessos no parlamento e em busca da garantia de seus direitos, o deputado federal Raimundo Angelim (PT-AC) enalteceu o movimento e mais uma vez reafirmou seu compromisso com a causa.

“Não é à toa que esta mobilização tenha ganhado tamanha força. A situação dos indígenas no país vem se tornando alarmante, nos últimos anos. A violência e o racismo aumentam no interior do país, sobretudo em áreas de conflito fundiário, como mostrou um relatório da Dhesca Brasil, lançado no primeiro dia do ATL. Inúmeras iniciativas, no Congresso Nacional e no poder executivo, buscam dificultar ou praticamente paralisar as demarcações de terras indígenas. O novo ministro da justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), já se posicionou contrariamente a novas demarcações, declarando que terras “não enchem barriga de ninguém”. O governo atual tem levado a política indigenista a um estado de quase paralisia, deixando a FUNAI, por meses, dirigida por interinos, extinguindo cargos comissionados e recebendo cortes em seu orçamento”, relatou.

Angelim lembrou e lamentou episódios recentes de violência contra os indígenas. “Está espalhada por todas as regiões do país, e não para de acontecer. Nesta semana foram os Gamela, do Maranhão, que sofreram pela terceira vez desde 2015 um ataque brutal de pistoleiros em suas terras que buscavam retomar. Ataques como este tendem a se multiplicar na atual paralisia do Governo Federal no reconhecimento de territórios indígenas. É contra esta grave situação que índios de todo o país se mobilizaram em Brasília. No entanto, a exemplo do que vem ocorrendo nos últimos meses, o acesso de alguns setores da população ao prédio do Congresso vem sendo dificultada e reprimida”, denunciou.

O parlamentar mencionou ainda “Martírio”, filme vencedor da última edição do Festival Internacional Pachamama – Cinema de Fronteira, em Rio Branco, que mostra um dos casos mais emblemáticos do genocídio indígena em curso no país, dos Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul.

“No Acre, há muitos desafios pela frente, é bem verdade, como, por exemplo, a proteção dos índios isolados que habitam a região de fronteira com o Peru, mas, felizmente, muitos avanços já foram alcançados, fruto das lutas de um movimento forte, que influenciou, por exemplo, até mesmo as políticas nacionais de educação escolar indígena em um perfil intercultural. É destaque também o trabalho dos Agentes Agroflorestais Indígenas (AAFIs). Os governos do PT investiram como nunca em áreas como educação, gestão territorial, produção e outras.”, finalizou.

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