A insegurança vem se tornando regra em certos locais da cidade de Rio Branco. Na Rua Quintino Bocaiúva, no bairro Bosque, conhecida por ser cheia de pontos comerciais dos mais variados tipos, os assaltos já se tornaram frequentes.
Diversos comerciantes relataram problemas com a violência, sendo afetados diretamente, ou ouvindo relatos de seus clientes, que acabam sendo vítimas assim que saem das lojas.
Uma das pessoas que comentaram sobre a situação foi Iolanda Maia, gerente geral do grupo Mundo dos Plásticos. Ela relata que toda semana ocorre assaltos na região.
“Praticamente toda semana tem assalto. Tem clientes que até preferem não vir na loja com medo de chegarem aqui e serem assaltados. Além dos assaltos também tem um grupo de mulheres que entram nas lojas, enchem sacolas e bolsas de coisas e tentam ir embora, aqui só não aconteceu porque tinha gente olhando e largaram a sacola em uma das sessões da loja”, disse Iolanda, enquanto revela que, apesar de não ter sido atingida diretamente, outros comércios como o Supermercado Milena, e três farmácias localizadas na mesma rua, já sofreram com a onda de violência.
“A sensação de insegurança é terrível, não temos segurança (…). Nós funcionamos até as 19h, mas agora fechamos às 18h, pois mais tarde que isso já é muito inseguro. Nossa loja de móveis só funciona até as 17h, pois mais que isso já dá medo né.”, disse ela, ao revelar que os funcionários têm medo de ficar até o horário normal de fim de expediente.
Outras pessoas também reclamaram da falta de segurança, mas preferiram não se identificar por medo de sofrerem represálias. Uma delas, funcionária de uma farmácia, disse que o estabelecimento foi assaltado, e no mês seguinte o mesmo grupo voltou, e se não fosse a presença do dono, que estava fazendo o papel de segurança, teria sido vítima duas vezes.
Ela também revela que o local já foi invadido durante a noite, e que levaram todo o dinheiro do caixa. Além disso, afirma que o estabelecimento não abre mais aos domingos, por conta da insegurança. “A gente fica com medo, mas precisa vir trabalhar né”, disse ela.
Outro comerciante disse que já ocorreram cerca de quatro assaltos em menos de um ano, sendo que dois deles foram em um período de menos de uma semana, mesmo com a presença de seguranças no local. Por fim, ele disse que não poderia continuar comentando, já que a empresa não permite.
Estes e demais comerciantes, que não quiseram que suas falas fossem expostas afirmaram que a insegurança na rua é constante e que o descaso por parte da polícia com a situação é real.
A situação é muito contrastante com a pesquisa disponibilizada pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), que comparava o número de roubos do primeiro bimestre deste ano com o mesmo período de 2021. Segundo os dados apresentados, a diferença foi de menos 33,5%, o que representa um cenário diferente do relatado pelos comerciantes.


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