“As viaturas não estão saindo para o serviço devido à situação de algumas restrições quanto a legalidade da ação das equipes de serviço e falta de condições. Então, a gente está com as viaturas paradas e aquarteladas”. A frase é do presidente da AME, sargento Kalyl Moraes, ao justificar as viaturas paradas no quartel na manhã de segunda-feira, 14.
Há pouco mais de um mês que os militares iniciaram protesto contra o governo do Estado solicitando melhorias nas condições de trabalho, além da reestruturação de carreira, realinhamento salarial com as demais forças de segurança pública e correção do adicional de titulação.
Na última semana, o governo informou que tinha enviado uma proposta para a categoria, porém, Moraes informou que foi recusada pelos militares porque não atendia às reivindicações e por isso eles seguem com as mobilizações.
“Os motoristas não estão com a devida condição para fazer a condução e também porque a maior parte das viaturas estão com alguma pendência em relação aos equipamentos. Então, é nossa operação cumprindo a lei, o que preconiza o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A PM é quem faz essa cobrança aos condutores e nada mais natural que nós temos que seguir a mesma legislação e dar o exemplo”, pontuou.
O militar informou que a manifestação apenas segue a mesma linha defendida pelo governo de fazer cumprir a legislação. “Essa forma de manifestação nossa está englobada dentro das reivindicações que estamos fazendo porque o governo alega que está usando da legalidade para não nos atender, então, vamos usar da mesma legalidade para fazer a atuação da forma correta como deve ser. Viaturas sem condições, polícia sem condições, não tem como fazer as coisas ilegais seguindo o pensamento do governo”, pontuou.


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