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segunda-feira, 29 de junho de 2026
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Acre inicia tratativas de cooperação técnica para aprimorar serviços de saneamento básico no Acre

Com o objetivo de viabilizar mecanismos para inovação tecnológica e aprimoramento dos serviços de saneamento básico, o governo do Acre, por meio do Departamento Estadual de Água e Saneamento (Depasa), iniciou tratativas para cooperação técnica com empresa de referência em saneamento no Brasil.

Em visita à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) na sexta, 25, e sábado, 26, a diretora-presidente do Depasa, Waleska Bezerra, expôs as mudanças em andamento no Acre e o desafio de implantar esgotamento e melhorar serviços de saneamento no interior.

“A gestão do abastecimento de água de Rio Branco está retornando para a prefeitura da capital, mas no Depasa continuaremos o trabalho para implantar esgotamento e ampliar o abastecimento de água no interior do estado. Com esse objetivo, iniciamos o movimento para identificar oportunidades, buscar novas tecnologias e conhecer experiências exitosas”, informou Waleska.

O encontro à Caesb foi o primeiro passo com vistas a ações em cooperação para promover a qualificação profissional e inovação tecnológica em saneamento no Acre. O diretor-presidente da Caesb, Pedro Santana Filho, colocou-se à disposição para unir forças pela qualidade do saneamento básico no Acre.

“Por meio de convênio, cooperamos para a melhoria e o desenvolvimento de companhias em outras regiões do país. Estaremos à disposição para contribuir com o Acre também”, enfatizou o presidente da Caesb, ao destacar oportunidades que podem surgir por meio de financiamentos com organizações como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ainda durante a agenda com a presidente do Depasa, Pedro Santana abordou estratégias de enfrentamento aos efeitos da pandemia e destacou ações exitosas, como o programa de recuperação de passivos, que incentiva a regularização de débitos e projetos relativos a deficiência energética.

Centro de Controle

Após a primeira reunião com a diretoria da Caesb, a agenda do Depasa em Brasília continuou com visita às unidades operacionais da companhia de saneamento do Distrito Federal.

O roteiro se iniciou com uma visita ao Centro de Controle Operacional (Cecop), na sede da Caesb, em Brasília, O sistema de saneamento do DF, gerido pela Caesb, conta com 400 unidades operacionais, sendo que 38 compõem o sistema de saneamento rural. O Cecop recebe informações de todos os sistemas, como dados de grandezas hidráulicas e elétricas, identifica obstruções e vazamentos, inclusive problemas no sistema de poços em áreas rurais.

O sistema prima por envio de informações via rádio, mas já conta também com fibra ótica e 3G.  “Daqui controlamos tudo em tempo real. Com uso de aplicativos, também os usuários podem relatar problemas e a abertura da ordem de serviço é imediata, explicou o diretor de Operação e Manutenção, Carlos Eduardo Pereira.

A novidade mais recente é a implantação de hidrômetros digitais, equipamentos que permitem monitoramento online, pelo qual o usuário também poderá acompanhar o seu consumo.

ETA

Ainda em Brasília, a representante do Depasa viu de perto como ocorre o processo de tratamento de distribuição de água na ETA R1, a segunda maior estação de tratamento de água de Brasília. A estação recebe água de três mananciais de área de proteção ambiental.

O processo é completo e utiliza flotação, que é o procedimento adequado para a retirada das algas verdes, comuns nos mananciais da região. O processo se inicia com uso do PAQ (produto químico para formar os flocos), depois floculação e depois é feita a flotação, que retira as algas. A água tratada vai para os filtros. “Quando necessário, fazemos também a correção de PH,” explica a gerente da ETA R1, Cláudia Morato.

Um diferencial ETA R1 é o baixo índice de perda na estação. “Isso porque a maior parte de impurezas é retirada na flotação. O lodo retirado é desidratado e reaproveitado. A água da lavagem de filtro retorna ao início do processo, o que evita danos ambientais e diminui perda na estação.

Com capacidade para tratar 2.800 litros por segundo, a ETA R1 é totalmente automatizada e atende cerca de 25% da população do Distrito Federal, incluindo todos os poderes públicos e embaixadas, além a apoiar outros sistemas da Caesb. (Cleide Elizabeth / Secom)