Rio Branco
31°C
segunda-feira, 29 de junho de 2026
15:53

“No momento em que nos olhamos, foi amor à primeira vista”

O casal de “Zés” se conheceu jovem, namoram há pouco mais de seis anos e vivenciam uma verdadeira paixão juvenil. José Vitor Ferreira, 20 anos, e, coincidentemente, o também José Lucas Alencar, 20 anos, enfrentaram muitas barreiras e preconceitos, sofridos por um casal LGBT, para serem aceitos socialmente.

Os Josés se conheceram em 2016 por meio de amigas em comum. Segundo Vitor, na época, seu futuro namorado não morava no Acre, estava no Ceará. Os dois nunca haviam se visto pessoalmente nem trocado mensagens pelas redes sociais.

“E estudava com a melhor amiga do Lucas. Ela me mostrou uma foto dele e disse que nós combinávamos e que deveríamos nos conhecer. Mas, eu não coloquei muita expectativa não.”, lembra Vitor.

Já Lucas, conta que sua melhor amiga também comentou sobre Vitor, foi quando ele resolveu o procurar nas redes sociais.

“Quase desisti porque eu não encontrava nada desse menino, nem uma foto. Mas, a minha amiga falava tão bem dele”, relembra.

Primeiro encontro

O primeiro encontro aconteceu no retorno de Lucas ao Acre. O jovem encontrou o namorado numa balada em comum.

“No momento em que nos olhamos pela primeira vez, foi amor à primeira vista”, declarou Vitor.

Para Lucas, o tempo parou naquele momento. “Passamos a noite nos beijando. Parecia que o tempo não passava. E era muito bom. Ninguém havia pressionado ninguém”.

Sexualidade e família

Um dos maiores conflitos que surgiu entre os dois era o fato de que nem Lucas muito menos Vitor eram “assumidos” para suas famílias, apenas amigos próximos sabiam. Então, os encontros dos dois sempre aconteciam entre amigos para que os pais não desconfiassem.

“Nós inventávamos a desculpa de que ir para a casa de uma amiga ou amigo para que pudéssemos nos encontrar. Era um saco. Minha família era extremamente conservadora”, explicou Ferreira.

Vitor também enfrentou muitos dilemas familiares e preconceito. Enquanto Lucas, encontrou no parceiro forças para superar as adversidades e enfrentar a família.

“O mais engraçado foi que o meu pai já tinha contato com ele [Vitor], eu sabia disso, mas ele não sabia que eu sabia. Então determinado dia, chamei ele e minha mãe para conversarmos e contei tudo. Me desabei a chorar. Meu pai me acalmou e me tranquilizou, já a minha mãe não aceitou e ficou processo a informação”, explicou.

Nessa fase do relacionamento, o amor que sentiam foi o grande alicerce da relação. No meio de tudo isso, eles começaram a namorar e seguirem caminhando lado a lado, enfrentando o preconceito.

Há seis anos juntos, mostram ao mundo que o amor é livre, lindo e plural.