A segunda-feira, 17, foi marcada por fortes protestos no Centro de Rio Branco. Os camelôs realizaram um ato de protesto na Avenida Ceará, nas proximidades do Estádio José de Melo, após terem suas bancas comerciais destruídas pela Prefeitura de Rio Branco.

Segundo o vereador Arnaldo Barros (PODE), a gestão do prefeito Tião Bocalom (PP) realizou o ato de desocupação e destruição dos estabelecimentos na madrugada. “Eles poderiam ter ido pela manhã e pela tarde, mas eles foram pela calada da noite. Um ato covarde e a gente deixa o nosso repúdio à gestão”, afirmou.
Há 13 anos trabalhando no Calçadão de Rio Branco, a camelô Suellen Souza viu sua loja ser totalmente destruída.
“Tudo que tenho na vida foi fruto de muito esforço. A minha loja não foi diferente. Trabalho como camelô desde dos meus 17 anos e consegui comprar minha própria loja. É dela que tiro o sustento da minha família e agora a prefeitura chega e destrói o nosso comércio. Não é justo e não iremos aceitar”, disse Suellen.
Após destruir as barracas, o prefeito Tião Bocalom pediu mais 30 dias para resolver situação dos trabalhadores. Segundo a trabalhadora Maria Aparecida, o prazo é longo.
“Tenho três filhos para sustentar e eles não vão esperar 30 dias para poder comer. O que vou falar para os meus fornecedores? Eles vão querer receber e sem estar trabalhando minha situação ficará complicada”, afirmou aparecida.


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