Em alusão ao Dia das Crianças, a Cia de Teatro Expressão apresentará dois grandes sucessos, os espetáculos “A Bruxinha que Era Boa” e “João e Maria”, nos dias 7 e 8, no Teatro Plácido de Castro (Teatrão).
Os ingressos, que podem ser adquiridos na bilheteria no teatro, custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada).
Kayk Amorim tem dez anos e é o ator mais novo da companhia. Ele atua na peça “A Bruxinha que Era Boa” imitando tudo que o bruxo faz, é uma espécie de aprendiz. Para o ator mirim, que iniciou sua carreira aos três anos, atuar o faz sentir uma sensação boa.
“Eu gosto quando as pessoas vêm falar do meu trabalho, se fui bem ou mal, gosto de ser aplaudido e de ver o olhar das pessoas, que refletem o que sentem, quando me veem atuando e dizendo ‘olha, uma criança’. É orgulho saber que sou um dos atores mirins do estado”, disse Kayk.
O ator relembra que, em uma de suas apresentações, quando entrou em cena uma criança gritou: “olha, um anão”. “Ri bastante, voltei atuar e recebi os aplausos do público. É um enorme prazer sentir essa energia da plateia”.
Segundo o ator Júnior Rodrigues, o bruxo, contracenar com o Amorim é uma experiência muito interessante.
“Adoro contracenar com ele! É diferente de contracenar com os outros atores do espetáculo também. Justamente pelo fato de ele ser realmente uma criança. O processo de criação e motivação pra interpretar o personagem dele é um pouco mais específico, trabalhado com um cuidado especial, mas ele tira de letra”, elogia o Rodrigues.
Junior, que vai fazer um ano que atua como ator, diz ainda que, apesar do pequeno ter aquela descontração típica de criança, está sempre presente nos ensaios e na hora do de atuar ele arrasa.
“Ele tem uma inteligência intuitiva muito grande pra idade dele, sempre percebi isso. Sabe o que tem que ser feito, na hora que tem que ser feito e tem uma autocrítica bem desenvolvida. Fica perguntando se foi bem, fala onde errou e onde tem que melhorar. Já fiquei impressionado algumas vezes por conta dos elementos que ele acrescenta e pela desenvoltura que ele apresenta quando tá em cena. Acho que tudo isso, claro, se deve ao fato de desde muito novo ele ter esse contato e essa vivência da arte, sabe. Ter uma mãe educadora, atriz e diretora de teatro com certeza contribui para que ele desenvolva esse talento”, finaliza Junior.


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