Os dados do banco Santander divulgados esta semana indicam que seis Estados terminarão o ano com economias encolhidas, entre eles o Acre. A economia acreana deve recuar 0,3% em 2017. Pará (-0,2) e Rio de Janeiro (-1,4) apresentam o pior desempenho, segundo o Santander. O agronegócio é o único setor que irá crescer, segundo essa projeção: as atividades agropecuárias avançaram 1,3% em 2017 mas o setor de serviço, que é o mais que pesa no PIB, recuará 0,5%.
Por outro lado, Mato Grosso terá o melhor desempenho por conta da grande safra de grãos. Os Estados do Sul crescerão entre 1,5% e 2% neste ano. Que puxará a fila será Santa Catarina, com 2%, seguida por Paraná (+1,7%) e Rio Grande do Sul (+1,5%).
A conclusão faz parte do relatório Mapa da Recuperação Econômica, dos economistas Everton Gomes e Rodolfo Margato, do banco Santander. O estuda antecipa o resultado do PIB por unidades da federação, dados que são calculados e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com três anos de defasagem das Contas Nacionais. De acordo com o estudo, divulgado pelo jornal Valor Econômico nesta segunda-feira (11), o PIB deve crescer 0,5% neste ano na média nacional (veja tabela abaixo).
O desempenho favorável do campo vai contribuir de modo direto, via crescimento do PIB agropecuário, e também indireto, por meio do avanço das agroindústrias e das atividades de serviços. Na média nacional, o banco prevê que o PIB agropecuário vai crescer 8,5% este ano, acima do desempenho previsto para a indústria (+0,6%) e para os serviços (-0,1%). No Sul, a renda agrícola exercerá efeitos indiretos importantes sobre as agroindústrias, o mercado de trabalho e o setor de serviços, potencializando os estímulos às economias do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.


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