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quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Live “Nossos Universos” continua, com o tema: “Quando me descobri negra?”

ABIGAIL SUNAMITA

“Nossos Universos”, novo projeto de live da artista e pesquisadora de Culturas Populares, Camila Cabeça, apresenta mais duas edições nesta semana. A primeira na quarta-feira, 03, e a outra na sexta-feira, 05. A live estará acontecendo ás 19 horas no Facebook Camila Cabeça.

No intuito de unir comunicação aos conhecimentos de culturas, artes, modos de vida e vivência de artistas, Camila propõe o compartilhamento de Universos.

O tema que será abordado nesta edição é “Quando me descobri negra?” A conversa envolve descobertas de identidade e humanidade da pessoa de pele negra.

Na sexta-feira, o tema “O Corpo em Diáspora”, vem com a proposta de reconhecimento da presença e da ocupação que a cultura negra faz de outros territórios, indo além das ocorrências centradas no eixo Rio de Janeiro-São Paulo.

Na quarta-feira a live contará com a participação da Jaycelene Brasil que  é acreana, feminista negra interseccional,  bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Acre (Ufac), licenciada pela Faculdade do Noroeste de Minas Gerais (Finon) e especialista em Gestão Estratégica de Políticas Públicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Militante de Direitos Humanos há 17 anos, formada pelo Centro de Defesa de Direitos Humanos e Educação Popular do Acre (CDDHEP).

Desde 2015, Jaycelene vem acumulando experiências como professora de Sociologia para o Ensino Médio em escolas públicas e também em cursos de Pós-graduação. Se auto-intitula educadora popular, seguindo os passos do educador brasileiro, Paulo Freire.

Foi uma das responsáveis pela implementação de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, no município de Rio Branco (Acre), nos anos de 2013 e 2014, quando coordenou a campanha “Rio Branco sem Racismo”.  Atualmente, se dedica às pesquisas voltadas para questões específicas de raça, gênero e classe social.

 “Minha participação vai dialogar com o momento atual que estamos vivendo. É de fundamental importância trazer pro debate as dificuldades de se reconhecer uma pessoa negra no Brasil, que é uma demarcação política. A ideia desse bate papo é reverberar o nosso acúmulo enquanto pesquisadoras da temática racial e de gênero, assim como falar um pouco da nossa trajetória de vida nesse processo. Precisamos enegrecer os feminismos”. Pontuou Jaycelene Brasil.