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quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Dr. Fabrício pede para ser investigado pela Câmara Municipal de Boca do Acre

O médico Fabrício Brito, que tem sido alvo de acusações e ataques por ter o nome envolvido em uma lista de profissionais da saúde, que receberiam valores vultosos para a prestação de serviço, fez uma postagem corajosa, característica de quem não tem nada a dever, a esconder e a temer.

Fabrício comentou a postagem do vereador Louro da Vivi, parabenizou o parlamentar pela cura de Covid-19, aproveitou a oportunidade e pediu para ser investigado diante das acusações que tem sofrido.

“Sugiro a vossa excelência, diante das acusações que foram feitas aos profissionais da saúde, e com mais exatidão à minha pessoa, diante das redes sociais e nos grupos de whatsapp, que investiguem e possam esclarecer a população. Estarei no aguardo, pois estou à disposição a qualquer tipo de esclarecimento da minha parte. Eu imagino que vossa excelência e os demais vereadores já estão tomando as medidas cabíveis, fico no aguardo”, escreveu Fabrício.

Louro da Vivi, que é presidente do Poder Legislativo Municipal, não se manifestou sobre o pedido do médico.

Fabrício foi procurado por nossa reportagem, para falar sobre o caso. Bastante reticente, ele disse apenas que não adianta se defender, dizendo que não fez, pois quem está determinado a caluniar e difamar, nunca vai aceitar, por mais que saiba de toda a verdade.

“Só vou me manifestar de forma oficial, quando toda a apuração que requisitei de órgãos competentes, seja feita e que se chegue a uma conclusão”, respondeu o profissional da saúde.

“Só para não ficar em meias palavras, quero dizer que toda a minha vida financeira está à disposição das instituições competentes para uma investigação. Não tenho absolutamente nada a esconder. E uma coisa eu garanto para a sociedade: eu não estou ficando com o dinheiro público não”, finalizou.

O contrato milionário
Na semana passada, uma polêmica tomou conta das redes sociais, que envolvia o nome do médico e de mais 36 profissionais da saúde, que teriam constituído empresa e firmado contrato com o município para a prestação de serviço na área da saúde.

A Prefeitura, depois da pressão social, publicou uma nota, afirmando que os valores astronômicos não eram verdadeiros, que tudo não passou de um erro do órgão que confeccionou o documento e publicou no Diário Oficial dos Municípios.

Alguns dias depois, o prefeito de Boca do Acre, Zeca Cruz, publicou outra informação, desta vez anulando por completo os aditivos de contrato.

Interessante notar que este mesmo contrato foi firmado em 2019, com valores até mais altos do que o aditivo de 2020. Entretanto, há exatamente um ano, o gestor do município, nem as centenas de assessores, não perceberam o erro e tudo passou. Mas como agora a sociedade percebeu e cobrou; o erro foi encontrado e o contrato desfeito.