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sábado, 6 de junho de 2026
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Desmate cresce 29% no Acre entre fevereiro e março, afirma Imazon

Desmate cresce 29% no Acre entre fevereiro e março, afirma Imazon

O desmatamento no Acre cresceu 29% entre agosto de 2016 e março de 2017, diz o boletim do Instituto do Homem e da Amazônia (www.imazon.og.br).

Mato Grosso, até então o campeão do desmate em 2017 –o Estado foi responsável por 60% das derrubadas na Amazônia entre fevereiro e março passados), apresentou uma redução de 32% em relação aos 595 quilômetros quadrados de agosto de 2015 a março de 2016. No período analisado o Imazon aponta recuo no desflorestamento na ordem 72% para o Tocantins e de 26% para Roraima. Além do Acre, Amazonas (+23%), Pará (+19%) e Rondônia (+28%) apresentaram crescimento no desmate.

Em outro estudo, o Imazon mostra que o Acre ocupa a 4ª colocação entre as 50 unidades de conservação mais desmatadas na Amazônia entre os anos de 2012 e 2015. O Estado tem duas UCs estaduais e quatro federais no ranking liderado por Rondônia, cujas unidades de conservação perderam cerca de 90 mil hectares no período analisado.

Estão na lista crítica do Imazon as resex Chico Mendes e Alto Juruá, Cazumbá-Iracema, Florestas Estaduais do Mogno e Antimary, e Seringal Nova Esperança.

As 50 UCs críticas estão em oito dos nove Estados da Amazônia Legal. Os estados do Pará e de Rondônia concentraram a maior parte do desmatamento detectado: respectivamente 49,8% e 38,9%. As UCs sob gestão federal estão em maior número no ranking (27), mas as estaduais apresentaram a maior área desmatada (68%).