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sábado, 6 de junho de 2026
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Prefeitura e WWF utilizam tecnologia para combater o Aedes

Prefeitura e WWF utilizam tecnologia para combater o Aedes

Rio Branco é a primeira cidade do mundo a contar com o monitoramento dos ovos do Aedes aegypti feito a partir de um aplicativo – o AeTrapp, que proporciona ao poder público a informação correta sobre a infestação predial na cidade. O monitoramento cidadão de focos do Aedes, que usa a nanotecnologia para a contagem dos ovos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunha, de forma automatizada é utilizada em Rio Branco graças a uma parceria firmada entre a Organização Não Governamental – ONG ambiental WWF e a secretaria Municipal de Saúde – SEMSA.

O monitoramento é feito a partir da instalação de armadilhas montadas em 200 casas – as ovitrampas, que tem uma paleta onde os ovos do mosquito ficam grudados. A cada sete dias, os moradores devidamente capacitados pela WWF, retiram e fotografam as paletas. Aí o aplicativo faz o resto: a contagem automatizada dos ovos e o envio das informações para um banco de dados e para um mapa da cidade com cores diferentes em função do número de ovos encontrados. Com isso, ajuda no combate ao mosquito e no direcionamento das ações de controle de endemias. De posse das informações desse banco de dados, a comunidade e os agentes públicos poderão visualizar os padrões de proliferação, fazer comparativos de quantidades de mosquitos em diferentes localidades, analisar séries históricas e, assim, elaborar estratégias precisas e efetivas para o combate, priorizando as áreas mais críticas.

O analista de conservação da WWF, Flávio Quental, explica que o aplicativo é fruto de um projeto selecionado por meio de concurso realizado pela empresa Google: o Prêmio de Inovação. A cidade de Rio Branco foi escolhida por ser uma capital de médio porte e que registra um alto índice de infestação predial. Segundo Flávio Quental, o projeto possibilita o engajamento de comunidades do Acre no monitoramento de populações de mosquitos Aedes, que é o transmissor de zika, dengue e chikungunya. “A ideia é proporcionar ao poder público essa ferramenta que é precisa. A partir das informações, a secretaria de Saúde de Rio Branco vai ter a cada sete dias o mapa dos focos de infestação do mosquito e, a partir disso, poderá montar sua estratégia de atuação no combate ao mosquito baseada nos dados coletados. A próxima capital a ser beneficiada será Recife”, conclui o analista da WWF.