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sábado, 6 de junho de 2026
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Movimentos sindicais preparam greve geral para o final do mês

Movimentos sindicais preparam greve geral para o final do mês

Insatisfeitos com a PEC 286/2016, chamada de “PEC da maldade” que versa que para ter direito a 100% do teto do INSS, que hoje paga R$ 5.189,22, o trabalhador terá de contribuir por 49 anos para a Previdência além de um maior tempo de serviço, sindicatos e representantes de trabalhadores das mais diversas áreas preparam para o próximo dia 28 de abril uma greve geral.

Os representantes dos núcleos do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) se reuniram na sede central para traçar as estratégias da deflagração da greve geral. De acordo com a presidente da Central Única dos Trabalhadores no Acre (CUT/AC), Rosana Nascimento, “A mobilização contará com a participação das centrais e sindicatos que discordam desta proposta do governo Temer”.

De acordo com os organizadores, a mobilização contará com a participação dos servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada. A deflagração da greve geral, encabeçada pelas centrais e sindicatos, busca garantir os direito históricos como a aposentadoria digna para o trabalhador, além de assegurar os direitos trabalhistas que foram postos em risco com a aprovação da terceirização ilimitada recentemente aprovada pela Câmara dos Deputados.

Além disso, o movimento busca garantir a proteção dos direitos trabalhistas previstos na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) que estão ameaçados com a nova proposta de reforma que tramita no Congresso Nacional. “Temos que ocupar as ruas para pressionar os deputados a não votar a proposta do governo federal”, comentou a sindicalista.

Outra entidades também estão envolvidas no ato como o Sindicato dos Bancários dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Acre (SEEB/AC). O presidente da entidade, Edimar Batistela, percorre todas as agências bancárias para conversar com a categoria sobre a greve do fim do mês. A ideia é fechar todas as agências bancárias por tempo indeterminado, em resposta às ações patrocinadas pelo governo federal. “A nossa categoria foi a mais penalizada, porque quase todos os dias temos notícias de agências fechadas”, afirmou.

“O mês de abril, no entanto, será marcado por atos, protestos e paralisações que culminarão com a nossa Greve Geral no dia 28”, alertou Sávio Maia, presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac).