A Netflix aumentou os preços de todos os planos de assinatura no Brasil nesta quinta-feira (15). O reajuste chega a 23,9% e elevou a mensalidade do plano Premium, que oferece resolução 4K, de R$ 59,90 para R$ 71,90.
O maior aumento percentual foi aplicado ao plano Padrão com anúncios, cuja mensalidade subiu R$ 5. Já o Premium teve a maior alta em valor absoluto, com acréscimo de R$ 12 por mês.
Confira os novos preços da Netflix
Com a atualização da tabela, os três planos disponíveis no Brasil passaram a ter os seguintes valores:
Padrão com anúncios: passou de R$ 20,90 para R$ 25,90, aumento de 23,9%.
Padrão sem anúncios: subiu de R$ 44,90 para R$ 51,90, reajuste de 15,6%.
Premium, com resolução 4K: aumentou de R$ 59,90 para R$ 71,90, alta de 20%.
Em um período de 12 meses, considerando a manutenção dos novos preços, o gasto adicional será de R$ 60 para quem assina o plano com anúncios, R$ 84 no Padrão sem anúncios e R$ 144 no Premium.
Último reajuste havia ocorrido em 2024
O aumento ocorre pouco mais de dois anos após a última atualização dos preços da plataforma no Brasil, realizada em maio de 2024. A mudança também foi anunciada um dia depois de notícias sobre uma nova rodada de demissões na empresa.
A Netflix iniciou suas operações brasileiras em 2011, com uma assinatura única de R$ 14,90 por mês. Ao longo dos anos, a plataforma ampliou as opções de planos e passou a oferecer diferentes condições de qualidade de imagem e acesso ao catálogo.
Em 2022, a empresa lançou no país uma modalidade mais barata com anúncios, buscando atrair assinantes interessados em pagar menos. Posteriormente, encerrou a oferta do antigo plano Básico.
Com os novos valores, a mensalidade do plano Premium está R$ 57 acima do preço cobrado pela assinatura única na chegada da plataforma ao Brasil. A comparação, porém, envolve modalidades de serviço diferentes.
Netflix também planeja demissões
Além do reajuste, a empresa planeja cortar aproximadamente mil postos de trabalho, segundo informações publicadas pelo jornal americano The Wall Street Journal na quarta-feira (14). A estimativa corresponde a cerca de 6% do quadro global da companhia.
Os cortes foram comunicados internamente por meio de um e-mail atribuído aos copresidentes executivos Greg Peters e Ted Sarandos. A maior parte das demissões deve atingir áreas como produto, tecnologia, recursos humanos e departamento jurídico.
A medida seria a maior rodada de demissões da Netflix desde 2022. No fim de 2025, a companhia empregava cerca de 16 mil trabalhadores em tempo integral.
Procurada pela agência Reuters, a empresa não respondeu imediatamente ao pedido de comentário sobre as demissões.


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