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terça-feira, 13 de outubro de 2026
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Boca do Acre fica em 8º lugar no ranking nacional de queimadas e soma 174 focos em outubro

Boca do Acre voltou a figurar entre os municípios brasileiros com maior número de focos de queimadas. Dados do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), referentes aos dez primeiros dias de outubro de 2026, apontam 174 registros no município amazonense, que ocupa a 8ª posição no ranking nacional.

O resultado coloca Boca do Acre entre as áreas que exigem atenção nas ações de prevenção e fiscalização ambiental na Amazônia. A situação também chama a atenção para a dinâmica territorial da região, onde os limites municipais nem sempre coincidem com as principais rotas de acesso às áreas rurais.

Acesso ao PA Montes passa por Boca do Acre

Uma particularidade geográfica envolve o Projeto de Assentamento (PA) Montes, cuja maior parte do território está localizada em Lábrea, mas que tem acesso por Boca do Acre.

Na prática, moradores, ocupantes e produtores que utilizam essa rota chegam ao assentamento pelo município de Boca do Acre, embora a maior parcela da área pertença territorialmente a Lábrea.

Essa configuração ajuda a compreender a importância de considerar as rotas de acesso e as características da ocupação regional ao analisar as pressões ambientais. Enquanto Lábrea aparece entre os municípios com maior número de focos e concentra parte da atenção pública, Boca do Acre também registra ocorrências expressivas e funciona como uma das vias de acesso à região.

A relação geográfica, contudo, não permite concluir que queimadas registradas em Lábrea tenham origem em Boca do Acre. Para estabelecer a localização e a origem de cada ocorrência, é necessário analisar os dados específicos dos focos e as condições de cada área.

Amazonas tem quatro municípios entre os 20 primeiros do ranking

Além de Boca do Acre, outros três municípios do Amazonas aparecem entre os 20 com maior número de focos de queimadas nos dez primeiros dias de outubro.

Lábrea ocupa a quarta posição nacional, com 214 focos. Boca do Acre aparece em oitavo lugar, com 174 registros. Autazes está na décima posição, com 151 focos, enquanto Itacoatiara completa a lista, com 75 ocorrências.

Os dados destacam a concentração de focos em diferentes municípios amazonenses e reforçam a necessidade de ações coordenadas de monitoramento e combate ao fogo.

Focos de queimadas aumentam 271% no Amazonas

O Amazonas registrou 1.380 focos de queimadas no período analisado, segundo dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). O número representa um crescimento de 271% em comparação com os 372 registros contabilizados nos mesmos dias de 2025.

Do total identificado, 1.186 focos ocorreram em áreas públicas. Também foram registrados casos em assentamentos federais, terras indígenas e unidades de conservação.

O aumento evidencia a dimensão do problema no estado e reforça a importância do monitoramento, da prevenção e da fiscalização ambiental. Com 174 focos no início de outubro, Boca do Acre figura entre os municípios que demandam atenção nas estratégias de enfrentamento às queimadas na Amazônia.

Com informações Olhar Digital