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quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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Câmeras de creche estavam desligadas quando bebê de 1 ano e 6 meses saiu sozinho em SC

As câmeras internas do Centro de Educação Infantil (CEI) onde um bebê de 1 ano e 6 meses conseguiu sair sozinho estavam desligadas no dia do incidente, em Braço do Norte, no Sul de Santa Catarina. O caso aconteceu em 25 de setembro e é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Segundo a Prefeitura de Braço do Norte, a unidade passava por uma reforma na parte elétrica do prédio na data em que a criança deixou a creche. A Secretaria Municipal de Educação e Desporto determinou a abertura de uma sindicância administrativa para apurar as circunstâncias do episódio e verificar os procedimentos adotados pela unidade.

Em nota, a secretaria informou que está tomando as medidas necessárias e que as providências administrativas e legais serão adotadas conforme o resultado da apuração. Por envolver uma criança e uma investigação em andamento, informações pessoais dos envolvidos estão sendo preservadas.

Bebê percorreu cerca de 50 metros

A mãe deixou o menino na creche por volta das 7h20. Em algum momento depois, a criança conseguiu deixar a unidade e percorreu aproximadamente 50 metros até chegar ao estabelecimento onde a mãe trabalhava.

Durante o trajeto, o bebê atravessou uma rua sem saída sozinho. Ao chegar ao comércio, bateu na porta e foi acolhido pelas pessoas que estavam no local.

A mãe percebeu o que havia acontecido e registrou um boletim de ocorrência.

Polícia Civil investiga responsabilidades

A Polícia Civil informou que já tomou as primeiras providências para verificar eventuais responsabilidades relacionadas ao caso.

Segundo a corporação, o procedimento continua em andamento, com a realização das diligências necessárias para esclarecer as circunstâncias em que a criança conseguiu deixar a unidade.

MPSC acompanha o caso

A 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Braço do Norte instaurou uma notícia de fato para apurar o episódio.

A investigação do Ministério Público busca verificar se houve eventual falha na supervisão da criança ou nos procedimentos de segurança adotados pelo CEI. O órgão também acompanha as medidas administrativas tomadas pela Prefeitura.

Uma visita à unidade está prevista para sexta-feira (2). Na ocasião, a promotora de Justiça Luísa Niencheski Calviera deverá conhecer a estrutura do CEI e verificar as condições relacionadas à saída do bebê.

Também está prevista uma reunião com profissionais responsáveis pela supervisão da turma e pela segurança da unidade no momento do episódio.

Promotoria requisita imagens das câmeras

O MPSC oficiou a diretora, a professora e a agente de apoio responsáveis pela turma, além do vigilante escolar. O objetivo é esclarecer como a criança conseguiu deixar a creche e quais procedimentos de segurança estavam sendo adotados naquele momento.

A Promotoria também requisitou ao município as gravações de todas as câmeras de videomonitoramento existentes no CEI referentes à manhã de 25 de setembro.

Os registros deverão ser encaminhados ao Ministério Público no prazo de três dias para análise. A investigação deverá avaliar as circunstâncias do episódio e eventual responsabilidade pelas condições de segurança da unidade.