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quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Greve da Caixa: veja como pagar contas, acessar o FGTS e acompanhar financiamento

A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal chega ao 13º dia nesta quarta-feira (23), sem acordo entre o banco e os trabalhadores. A paralisação começou em 10 de setembro e continua enquanto permanece o impasse nas negociações.

Apesar da paralisação nas agências, os clientes ainda podem utilizar canais digitais, caixas eletrônicos, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui para realizar diversas operações bancárias.

Segundo a Caixa, o banco busca uma solução por meio do diálogo e, por enquanto, não deve levar a discussão ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), embora essa possibilidade ainda esteja sendo avaliada.

Como pagar contas durante a greve da Caixa

A greve não altera as datas de vencimento de boletos e contas. Por isso, quem possui pagamentos programados para os próximos dias deve utilizar os canais alternativos disponibilizados pelo banco.

Entre as opções estão:

Caixas eletrônicos: terminais de autoatendimento da Caixa continuam disponíveis para diversas operações.

Aplicativo Caixa e site da Caixa: permitem realizar pagamentos e outras operações bancárias sem necessidade de atendimento presencial.

WhatsApp Caixa: atendimento pelo número 0800-104-0104.

Caixa Tem: aplicativo utilizado para pagamentos, transferências e outras operações.

Aplicativo Cartões Caixa: permite acompanhar informações e realizar operações relacionadas aos cartões.

Lotéricas e correspondentes Caixa Aqui: também permanecem como alternativas para determinadas operações.

Outros canais disponíveis incluem o aplicativo Habitação Caixa, aplicativo FGTS, aplicativo DPVAT, rede Banco24Horas e o serviço Alô Caixa, pelos telefones 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

Pagamento de benefícios segue normalmente

Segundo a Caixa, o pagamento de benefícios não sofreu atrasos por causa da paralisação.

Depósitos de programas como Bolsa Família e Pé-de-Meia seguem normalmente, já que os pagamentos são realizados de forma automatizada.

Mesmo durante a greve, porém, os beneficiários devem acompanhar as datas previstas para cada pagamento e utilizar os canais digitais quando precisarem consultar informações ou movimentar os valores.

Como acompanhar o financiamento imobiliário

O atendimento relacionado aos financiamentos imobiliários pode sofrer atrasos durante a paralisação, principalmente em etapas que dependem da análise de funcionários ou de setores regionais.

Entre os procedimentos que podem ser afetados estão a conferência dos documentos do comprador, vendedor e imóvel, análise de propostas, recebimento e liberação de documentos e assinatura de contratos.

O impacto, entretanto, varia conforme a agência e o setor responsável. Em algumas unidades, funcionários que não aderiram à greve continuam recebendo documentos, esclarecendo dúvidas e dando andamento a determinadas etapas.

Enquanto aguarda a normalização do atendimento, o comprador pode adiantar a documentação necessária, incluindo documentos pessoais, comprovantes de renda, matrícula atualizada do imóvel e informações dos vendedores.

Também é possível corrigir eventuais pendências apontadas pelo banco e acompanhar a avaliação de engenharia. A recomendação é manter contato com o correspondente responsável pelo financiamento para saber quais etapas podem avançar durante a paralisação.

Como acessar o FGTS durante a greve

As modalidades de saque do FGTS podem ser solicitadas pelo aplicativo do fundo, segundo a Caixa. A exceção é o saque que utiliza os recursos para a compra da casa própria.

O trabalhador também pode informar uma conta bancária de sua titularidade, mesmo que seja de outro banco, para receber os valores sem precisar comparecer a uma agência.

Alguns processos, entretanto, ainda dependem de análise humana. De modo geral, as solicitações de saque do FGTS são processadas em até cinco dias úteis.

Nos casos relacionados a doenças graves, o prazo inicial informado é de até 30 dias úteis, devido à necessidade de análise da documentação e emissão de parecer.

O que está sendo negociado na greve?

O principal ponto de impasse entre a Caixa e os trabalhadores envolve o Saúde Caixa. As mudanças propostas pelo banco incluem alterações nas regras de custeio e nas cobranças do plano de saúde.

A Caixa ampliou de 6,5% para 9% o limite de participação da empresa no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027. A proposta também prevê mudanças nas contribuições dos empregados e dos dependentes.

Em 2026, não haveria reajuste nas mensalidades e a Caixa assumiria o déficit do plano. A partir de 2027, porém, o titular passaria a contribuir com 3,7% da remuneração-base, enquanto haveria cobrança mensal para dependentes.

A Caixa também propôs reduzir de R$ 150 para R$ 120 a cobrança por consultas em pronto atendimento e manter a isenção de coparticipação para atendimentos por telemedicina.

Greve também envolve outros serviços públicos

A paralisação também atingiu funcionários do Banco do Brasil e dos Correios. No caso do Banco do Brasil, houve acordo e a greve foi encerrada.

Nos Correios, a questão deve ser analisada pelo Tribunal Superior do Trabalho nesta quinta-feira (24).

Enquanto não há acordo na Caixa, clientes devem priorizar os canais digitais e alternativas de atendimento para evitar atrasos em pagamentos e acompanhar diretamente com o banco os serviços que dependem de atendimento presencial.