Rio Branco
32°C
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
10:45

Chuva deixa Estrada do Piquiá escorregadia e aumenta revolta de moradores

A chuva que caiu sobre Boca do Acre na tarde e noite desta terça-feira (22) voltou a transformar o trecho de 3,3 quilômetros da Estrada do Piquiá em motivo de preocupação para quem precisa passar pelo local diariamente.

Com a pista molhada e o trecho ainda sem pavimentação definitiva, o solo ficou bastante escorregadio, provocando quedas de motociclistas e dificultando a circulação de veículos. Para trabalhadores que utilizam motocicletas e bicicletas, o percurso se tornou ainda mais complicado em um trecho que há anos é alvo de reclamações da população.

Duas mulheres que enfrentaram as condições da estrada registraram um vídeo durante a situação e manifestaram indignação. Nas imagens, elas responsabilizam o prefeito de Boca do Acre pelos transtornos e afirmam que o gestor utiliza carro enquanto pais e mães de família que dependem de motocicletas e bicicletas precisam enfrentar diariamente a lama e a pista escorregadia para chegar ao trabalho.

Obra é de responsabilidade do DNIT

A cobrança ocorre, porém, em meio a uma obra que não é de responsabilidade direta da Prefeitura de Boca do Acre. A pavimentação dos 3,3 quilômetros integra um empreendimento sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), órgão federal responsável pela execução da obra.

Os recursos previstos para o trecho foram viabilizados por meio de emenda do senador Eduardo Braga, com investimento informado anteriormente em aproximadamente R$ 20 milhões.

Embora as reclamações dos moradores sejam direcionadas ao poder público municipal, a execução da pavimentação cabe ao órgão federal responsável pelo empreendimento.

Previsão de asfaltamento não se confirmou

A situação desta terça-feira ocorre poucos dias depois de a movimentação de máquinas ter renovado a expectativa de que o trecho, finalmente, entraria na fase de asfaltamento.

Em reportagem publicada pelo Jornal Opinião em 18 de setembro, o responsável técnico da empresa CMM, identificado como Madureira, havia informado que os trabalhos de nivelamento, limpeza e preparação da pista estavam sendo realizados.

Na ocasião, a previsão era de que, caso não surgissem novas intercorrências, o asfalto poderia começar a ser aplicado na semana seguinte.

A previsão, entretanto, não se confirmou.

Apenas cerca de 300 metros receberam material

Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, a CMM realizou apenas serviços iniciais de preparação da pista.

Aproximadamente 300 metros receberam material betuminoso, composto por piche e pó de brita, e ainda assim somente em um dos lados da estrada.

A maior parte dos 3,3 quilômetros previstos no projeto continua sem a cobertura definitiva.

Com a interrupção dos trabalhos, permanece sem definição pública uma nova previsão para o avanço da pavimentação. A situação aumenta a insatisfação de quem utiliza a estrada, principalmente durante o período chuvoso, quando lama, buracos e o material utilizado na preparação da pista podem comprometer ainda mais a segurança dos usuários.

Chuva expõe novamente dificuldades no trecho

A pavimentação da Estrada do Piquiá é aguardada há anos pelos moradores de Boca do Acre. A expectativa é que a conclusão da obra reduza problemas históricos de poeira, lama e dificuldade de acesso, além de melhorar as condições de circulação para moradores e trabalhadores que utilizam diariamente a via.

Enquanto o asfalto não chega, cada chuva volta a expor as dificuldades enfrentadas por quem precisa atravessar o trecho.

Nesta terça-feira, motociclistas e motoristas tiveram novamente que enfrentar uma pista escorregadia, enquanto moradores cobram a continuidade dos trabalhos e uma solução definitiva para os 3,3 quilômetros da Estrada do Piquiá.

Screenshot