Representantes das principais centrais sindicais do país se reúnem nesta quarta-feira (1º) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), para defender a aprovação, sem alterações, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas.
O encontro será realizado em Brasília e ocorre pouco mais de um mês após a proposta ser aprovada pela Câmara dos Deputados. Agora, o texto depende da análise do Senado para continuar avançando.
Próxima etapa da proposta
As centrais sindicais defendem que os senadores mantenham integralmente o texto aprovado pelos deputados. Caso a proposta sofra modificações, será necessário que ela retorne à Câmara para uma nova votação, o que poderá prolongar sua tramitação.
Além do fim da escala 6×1, a PEC estabelece a redução da jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e prevê a adoção da escala 5×2 como modelo padrão.
Documento será entregue ao presidente do Senado
Durante a reunião, as entidades também entregarão a Alcolumbre a Pauta da Classe Trabalhadora 2026-2030, documento que reúne 68 propostas consideradas prioritárias pelo movimento sindical.
Entre as principais reivindicações apresentadas estão a redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários, o fim da escala 6×1, o combate à pejotização, a regulamentação do trabalho por aplicativos, o fortalecimento das negociações coletivas, a garantia do direito à negociação para servidores públicos e medidas de enfrentamento ao feminicídio.
O mesmo documento já havia sido entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, no mês de abril.
O que muda com o fim da escala 6×1
A proposta aprovada pelos deputados substitui o atual modelo, em que o trabalhador tem direito a um dia de descanso após seis dias consecutivos de trabalho, pela escala 5×2, garantindo dois dias de folga por semana.
Outro ponto da PEC é a redução da jornada máxima semanal para 40 horas, preservando a remuneração dos trabalhadores.
Os defensores da proposta afirmam que a medida poderá melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliar o tempo de descanso e contribuir para a geração de empregos. Já representantes do setor empresarial avaliam que a mudança poderá elevar os custos das empresas, principalmente nos segmentos de comércio e serviços.
Se o Senado aprovar a PEC sem alterações, o texto seguirá diretamente para promulgação pelo Congresso Nacional.


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