O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) durante cerimônia realizada nesta segunda-feira (11), no Palácio do Planalto, em Brasília. O evento marcou a sanção da lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.
Durante o discurso, Lula se referiu ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro como “fujão” ao comentar sua permanência nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
“Aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar o golpe contra o Brasil”, declarou o presidente.
A fala ocorreu em meio a críticas do chefe do Executivo à condução do governo anterior durante a pandemia da Covid-19 e às investigações relacionadas aos atos antidemocráticos.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o ano passado, quando viajou inicialmente para acompanhar a posse do presidente norte-americano Donald Trump. Desde então, permaneceu no país.
Segundo informações divulgadas pelo Congresso em Foco, o ex-parlamentar atua junto a autoridades americanas em articulações relacionadas a possíveis sanções contra integrantes do Judiciário brasileiro envolvidos no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Atualmente, Eduardo Bolsonaro responde no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo. Em dezembro de 2025, ele também teve o mandato cassado por abandono de cargo.
Durante a cerimônia, Lula também relembrou declarações feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no período da pandemia, especialmente sobre vacinação e tratamentos sem comprovação científica.
Segundo o presidente, a condução adotada pelo governo federal na época agravou os impactos da crise sanitária no país, que registrou mais de 700 mil mortes causadas pela Covid-19.
“Vocês sabem que o governo era composto de muita gente que fazia questão de se fazer de ignorante. E por isso levou o país a um sacrifício desnecessário”, afirmou Lula.
O presidente ainda mencionou episódios envolvendo medicamentos defendidos durante a pandemia e relembrou as sucessivas trocas no comando do Ministério da Saúde ao longo da crise sanitária.


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