Rio Branco
26°C
sexta-feira, 26 de junho de 2026
13:15

Irã chama proposta de paz de “legítima e generosa” após críticas de Trump

Plano iraniano condiciona reabertura de rota comercial vital à suspensão de sanções e autorização para venda de petróleo; Trump chamou proposta de “totalmente inaceitável”

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira (11), em Teerã, que a proposta enviada aos Estados Unidos para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz é uma medida “legítima e generosa”.

A declaração ocorre após o governo iraniano divulgar, no domingo (10), um documento que detalha as condições para cessar as hostilidades, uma resposta direta à tentativa americana de retomar as negociações.

Segundo Baghaei, o plano visa estabilizar a região e garantir a soberania iraniana diante do que classifica como exigências descabidas e visões unilaterais de Washington.

A proposta do Irã para a reabertura de Ormuz

Para o governo iraniano, a normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz – uma das rotas comerciais mais vitais do mundo – depende do fim imediato do que chamam de “pirataria marítima”. Baghaei foi enfático ao listar que as ações de bloqueio naval contra navios iranianos precisam ser interrompidas para que as negociações avancem.

Além da segurança nos mares, a proposta de Teerã exige:

• O fim do bloqueio naval e a garantia de que não haverá novos ataques;
• A suspensão das sanções econômicas que asfixiam o país;
• O fim da proibição americana às vendas de petróleo iraniano no mercado internacional.

Outro ponto importante da proposta iraniana é a questão financeira. O Irã solicita a liberação imediata de bens pertencentes ao povo iraniano que estão congelados em bancos estrangeiros.

De acordo com o porta-voz, esses recursos estão retidos há anos devido à pressão política exercida pelos EUA, o que Teerã considera uma injustiça acumulada.

A proposta divulgada no domingo também não se limita às fronteiras iranianas. O texto foca no encerramento da guerra em todas as frentes, com atenção especial ao Líbano.

No território libanês, Israel, principal aliado dos EUA na região, mantém um combate direto contra militantes do Hezbollah, grupo que recebe apoio histórico e estratégico de Teerã.

A reação de Trump e o impasse diplomático

Apesar do tom de “generosidade” adotado pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã, o governo americano demonstrou pouca disposição para ceder aos termos apresentados.

Poucas horas após a divulgação do documento iraniano, o presidente Donald Trump utilizou suas redes sociais para rejeitar a proposta.

“Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.

Com informações NDMais