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terça-feira, 23 de junho de 2026
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Garota flagrada com adolescente indiciado afirma não ter visto agressões contra o cão Orelha

A jovem que aparece em imagens de câmeras de segurança ao lado do adolescente indiciado pela morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, afirmou não ter presenciado as agressões. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (4) pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.

Segundo a investigação, a gravação mostra a adolescente caminhando com o suspeito até a entrada da praia por volta das 5h25 da madrugada do dia 4 de janeiro. Minutos depois, às 5h58, ambos são vistos deixando o local. De acordo com a Polícia Civil, as agressões ao animal teriam ocorrido nesse intervalo. O cão Orelha morreu no dia seguinte.

Questionado sobre o motivo de a jovem não ter sido indiciada, o delegado destacou que há diferença entre presenciar e executar um crime. Conforme Ulisses Gabriel, a adolescente não confirmou ter visto o ato de violência, o que pesou para que ela não fosse responsabilizada no inquérito.

A reportagem procurou a Polícia Civil para esclarecer por que a jovem foi descartada como autora ou coautora do crime, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

Inicialmente, a investigação apontava quatro adolescentes suspeitos. No entanto, ao final do inquérito, a Polícia Civil solicitou a internação de apenas um adolescente, considerado o autor das agressões. A jovem que aparece ao lado dele nas imagens não foi indiciada.

Indícios que levaram à identificação do adolescente

Entre os principais elementos da investigação está um moletom usado pelo adolescente, visível nas imagens de segurança na madrugada do crime e posteriormente apreendido quando ele retornou ao Brasil. Um boné rosa, também utilizado por ele, teria sido escondido por um familiar no aeroporto.

A Polícia Civil também utilizou um software de geolocalização, que apontou a presença do adolescente na Praia Brava no horário em que as agressões ocorreram, a partir do momento em que ele deixou um condomínio da região.

O que diz a defesa

Em nota, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte afirmaram que os elementos apresentados pela investigação são “meramente circunstanciais” e que não autorizam conclusões definitivas. A defesa também alegou não ter tido acesso integral aos autos e alertou para o risco de exposição de pessoas inocentes.