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quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Polícia conclui inquérito e aponta envolvidos na morte do cão Orelha em Florianópolis

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a agressão que resultou na morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. O inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário para análise e providências cabíveis.

Segundo as apurações, quatro adolescentes foram investigados por suspeita de participação nas agressões contra o animal. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou oficialmente quantos deles tiveram a participação comprovada no relatório final.

Viagem ao exterior e apreensões

Durante o andamento das investigações, dois dos adolescentes investigados viajaram para Orlando, nos Estados Unidos, dias após o crime ganhar repercussão nacional. No retorno ao Brasil, em uma ação com apoio da Polícia Federal, foram apreendidos celulares, roupas e equipamentos eletrônicos dos jovens para análise.

Inquérito segue para análise judicial

A Polícia Civil informou que o caso foi finalizado e encaminhado ao Judiciário no início da tarde desta terça-feira. De acordo com o delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, detalhes sobre o conteúdo do inquérito serão divulgados oficialmente pela Secretaria de Comunicação do Estado.

Defesa ainda não se manifestou

A reportagem entrou em contato com a defesa dos adolescentes investigados. Até o fechamento deste texto, os advogados informaram que ainda não haviam sido oficialmente comunicados sobre a conclusão do inquérito e, por isso, não se manifestaram. O espaço permanece aberto para posicionamento.

Repercussão nacional

A morte do cão Orelha gerou comoção em todo o país, com protestos e manifestações por justiça. O animal era conhecido na comunidade da Praia Brava e recebia cuidados de moradores da região.

Além da investigação principal, três homens, familiares dos adolescentes, foram indiciados por coação de testemunha, conforme divulgado anteriormente pela Polícia Civil.