O novo mecanismo de segurança do Pix contra fraudes e golpes entrou em vigor nesta segunda-feira (2) e passa a ser obrigatório para todos os bancos do país. A medida foi determinada pelo Banco Central e amplia o alcance do MED 2.0 (Mecanismo Especial de Devolução).
Com a atualização, será possível rastrear o caminho do dinheiro transferido, aumentando as chances de bloqueio e devolução dos valores às vítimas de crimes financeiros.
A mudança ocorre em meio ao aumento expressivo de golpes digitais no Brasil e à pressão de autoridades por mais proteção aos usuários do sistema de pagamentos instantâneos, hoje utilizado por milhões de brasileiros diariamente.
Antes da atualização, quando o cliente notificava uma fraude pelo aplicativo do banco, o bloqueio do valor ficava restrito apenas à primeira conta recebedora. Como os golpistas costumam transferir rapidamente o dinheiro para outras contas, muitas vítimas não conseguiam recuperar os valores.
O que muda com o novo sistema do Pix
Segundo o Banco Central, o MED 2.0 permite acompanhar todo o trajeto dos recursos transferidos e compartilhar as informações entre as instituições financeiras envolvidas na operação.
Na prática, os bancos poderão bloquear valores em contas intermediárias usadas para ocultar o dinheiro, e não apenas na conta que recebeu o Pix inicialmente.
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que, por determinação regulatória, todos os participantes do Pix devem seguir as novas regras.
Como funciona o processo de devolução
Ao identificar um golpe, fraude ou transação indevida, o cliente deve acionar imediatamente o banco pelo aplicativo, utilizando o botão específico de contestação.
Após a abertura do MED, os bancos envolvidos têm até sete dias para analisar o caso. Se a fraude for confirmada, a devolução do valor pode ocorrer em até 11 dias.
O Banco Central reforça que o mecanismo não se aplica a desacordos comerciais, arrependimento de compra ou erro no envio do Pix, como digitação incorreta da chave.


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