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sexta-feira, 26 de junho de 2026
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‘Fake news’: Receita rebate vídeo de Nikolas Ferreira sobre monitoramento do Pix

No vídeo, Nikolas afirma que a Instrução Normativa nº 2.278/2025 teria retomado, de forma disfarçada, o monitoramento de transações financeiras digitais — prática que, segundo ele, havia sido revogada pelo governo Lula no início de 2025.

O que eles revogaram em janeiro depois que nosso vídeo viralizou, eles trouxeram de volta em agosto, escondido em outra norma. Não é imposto, é monitoramento”, declarou o parlamentar.

O que diz a Receita sobre o Pix

Em nota oficial, a Receita Federal negou qualquer tipo de monitoramento individual ou em tempo real das transações via Pix. Segundo o órgão, a norma apenas equipara fintechs e instituições de pagamento às obrigações já cumpridas pelos bancos tradicionais.

Essas instituições devem enviar à Receita apenas dados financeiros consolidados por meio do sistema e-Financeira, sem detalhamento de operações, origem, destino ou identificação de transações específicas.

Para o cidadão comum, nada muda: não há nova fiscalização, nem cobrança de imposto, nem quebra automática de sigilo bancário.

“Não existe tributação do Pix”, reforça órgão

A Receita foi direta ao rebater as alegações:

Não existe tributação de Pix e não existe tributação sobre movimentação financeira. Mentiras desse tipo circulam para enganar as pessoas e atender aos interesses do crime organizado”, afirma o comunicado.

Sem citar Nikolas Ferreira nominalmente, o órgão declarou que quem dissemina fake news quer o mal do Brasil e dos brasileiros, além de gerar desconfiança em um dos principais meios de pagamento do país.

Fake news e crime organizado

A Receita alertou que a desinformação sobre o Pix cria um ambiente favorável para golpes, fraudes e esquemas criminosos, especialmente por meio de anúncios falsos e mensagens enganosas no WhatsApp e redes sociais.

O órgão citou como exemplo a Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, que desarticulou um esquema bilionário de sonegação, fraude e lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa PCC.

Segundo a investigação, fintechs e fundos de investimento foram usados para ocultar recursos ilícitos. Uma única fintech teria movimentado R$ 46 bilhões, funcionando como um verdadeiro “banco paralelo” da organização criminosa.

Norma é ferramenta contra lavagem de dinheiro

Para a Receita, a Instrução Normativa atacada por Nikolas é essencial para impedir que fintechs sejam usadas por organizações criminosas para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

O combate ao crime organizado não será prejudicado por pressões de quem quer que seja”, destacou o órgão.

A Receita conclui alertando que disseminar pânico financeiro e fake news é uma prática perigosa, pois fragiliza a confiança no Pix e beneficia diretamente criminosos.

Com informações NDMais