Os estrangeiros sustentaram a alta da Bolsa de Valores brasileira em 2025, cujo principal índice, o Ibovespa, subiu 34% no acumulado dos 12 meses, a maior alta em dez anos. A participação dos gringos atingiu 58,3% no período, nível mais elevado da série histórica da B3 iniciada em 2019. Os dados foram compilados pela consultoria Elos Ayta.
Em seis anos, os estrangeiros ampliaram sua participação na Bolsa brasileira em mais de 13 pontos percentuais. O volume nominal movimentado no ano passado pelos investidores internacionais foi de R$ 2,68 trilhões do mercado a vista da B3, de um total de de R$ 4,61 trilhões.
Segundo Einar Rivero, fundador da Elos Ayta e responsável pelo levantamento, os dados sinalizam uma concentração inédita de liquidez em agentes externos, ao mesmo tempo em que investidores pessoas físicas atingiram o menor nível de participação (12,4%) e volume financeiro desde 2019, totalizando R$ 571,6 bilhões.
Já os investidores institucionais apresentaram o segundo menor nível da série em termos de participação, com 25,4%. Eles movimentaram R$ 1,17 trilhão na Bolsa em 2025, menor valor nominal desde 2019. Há seis anos, a distância entre a participação estrangeira e de institucionais na B3 era bem menor, com 45% e 31,5%, respectivamente.
O restantes dos 3,9% movimentado na Bolsa em 2025 corresponderam a instituições financeiras e empresas públicas e privadas.
Para Einar Rivero, os dados mostram que o mercado acionário brasileiro encerrou o ano passado com uma mudança estrutural relevante em sua composição de investidores. Ele diz que é importante observar agora se esse movimento irá se sustentar ao longo dos próximos anos.
Ainda conforme informações compiladas pela Elos Ayta, em 2025, a entrada líquida de capital estrangeiro na B3 somou R$ 26,87 bilhões, revertendo a saída de R$ 24,20 bilhões registrada no ano anterior.
Fonte: Folha de S. Paulo


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