O número de trabalhos formais (com carteira assinada) no Brasil cresceu 0,15% em relação a setembro deste ano. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na quarta-feira, 21.
Apesar do percentual pequeno, são 57.733 postos de trabalho formais a mais criados no mês passado. Segundo o ministério do trabalho, o desempenho é resultado de 1.279.502 admissões e 1.221.769 desligamentos.
Ainda de acordo com o ministério, de janeiro e outubro, houve crescimento de 790.579 empregos, neste aspecto houve uma variação positiva de 2,09%. O saldo acumulado deste ano é o melhor desde 2015. Nos últimos 12 meses, foram gerados mais 444.483 postos de trabalho (alta de +1,16%).
No desempenho por setor, o comércio apresentou o maior crescimento no número de vagas de empregos. O aumento foi registrado em seis dos oito setores econômicos, com expansão de 34.133 postos de trabalho. Já no Comércio Varejista foram criados 28.984 postos, o que representa crescimento de 0,39%.
O estudo também avaliou outro setores como subsetor do Comércio e Administração de Imóveis, Valores Mobiliários e Serviço Técnico, e os subsetores de Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários, além de Serviços de Alojamento, Alimentação, Reparação, Manutenção e Redação.
Quando os dados se referem a desempenho regional, de acordo com o ministério, “Houve aumento no número de empregos em quatro das cinco regiões do Brasil. No Sul, foram mais 25.999 postos de trabalho (+0,36%). Em seguida aparecem Sudeste, com 15.988 vínculos (+0,08%); Nordeste, com 13.426 (+0,21%); e Norte, com 2.379 empregos (+0,14%). No Centro-Oeste, o saldo se manteve estável menos 59 postos”.
No desempenho a nível nacional “O crescimento no número de vínculos empregatícios foi registrado em 23 das 27 unidades federativas. Os destaques foram São Paulo, com mais 13.088 postos de trabalho (alta de +0,11%); Santa Catarina, com mais 9.743 empregos (+0,49%); Rio Grande do Sul, com 9.319 (+0,37%); Paraná, com 6.937 (+0,26); e Ceará, com 3.669 (+0,32)” informou o ministério.
Quatro estados apresentaram queda no saldo de empregos foram eles, Goiás, com 3.565 postos a menos (-0,29%); Pernambuco, que perdeu 1.330 vínculos (-0,11%); Rio de Janeiro, com -847 postos (-0,03%); e Rondônia, com -374 (-0,16%).
Os dados mostraram ainda a média salarial dos recém contratados, segundo o MTE “O salário médio de admissão foi de R$ 1.528,32 em outubro, e o salário médio de desligamento foi de R$ 1.672,00. Em termos reais, considerando a deflação medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), houve crescimento de R$ 6,89 (+0,45%) no salário de admissão e queda de R$ 16,86 (-1%) no salário de desligamento” disse.


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