Ministro da Saúde afirma que situação no país vizinho pode pressionar o atendimento em Roraima e diz que equipes estão mobilizadas
A piora do conflito na Venezuela colocou o sistema público de saúde brasileiro em estado de atenção. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a situação no país vizinho tem impacto direto no Brasil, sobretudo em Roraima, principal rota de entrada de venezuelanos.
Segundo ele, o Ministério da Saúde acompanha a crise sanitária e estruturou ações para evitar pressão excessivo sobre o SUS. Equipes da Força Nacional do SUS e profissionais de saúde indígena permanecem mobilizados em áreas de fronteira. Municípios do Norte e territórios indígenas também tiveram reforço de recursos para atendimento básico e hospitalar.
Padilha criticou o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e disse que medidas desse tipo tendem a atingir principalmente a população civil e os países fronteiriços. Ele ressaltou que, desde a redução de financiamentos americanos para programas migratórios, o governo federal ampliou os investimentos para apoiar o atendimento aos venezuelanos.
A situação ficou ainda mais delicada após a destruição de um centro de distribuição de medicamentos ligado à Organização Mundial da Saúde. O local abastecia tratamentos essenciais, incluindo hemodiálise. A estimativa é de que cerca de 16 mil venezuelanos dependam regularmente do procedimento, o que pode gerar desabastecimento imediato.
Padilha afirmou que o Brasil está pronto para ofertar apoio humanitário, ao mesmo tempo em que busca proteger o sistema de saúde nacional. A prioridade, segundo ele, é evitar riscos sanitários nas regiões mais expostas aos efeitos do conflito.
O ministro reforçou que, enquanto não houver estabilidade política e social na Venezuela, o Brasil manterá a assistência aos pacientes que cruzarem a fronteira em busca de atendimento médico, preservando o funcionamento do SUS.



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