O cálculo do reajuste considera a variação do INPC acumulado até novembro e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024. Em novembro, o INPC registrou alta de 0,03% no mês e acumulou 4,18% em 12 meses; o IBGE também revisou o PIB de 2024 para uma expansão de 3,4%, cifras que entram na composição do novo valor do mínimo.
Limites do arcabouço fiscal e impacto nas contas públicas
O arcabouço fiscal limita o ganho real (acima da inflação) a um intervalo entre 0,6% e 2,5%, o que influencia o montante final do reajuste que o governo pode conceder. A mudança no piso salarial tem reflexos diretos sobre despesas previdenciárias e programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), e exigirá revisão das projeções orçamentárias para 2026.
Reajustes de outros benefícios
Além do salário mínimo, indicadores como seguro-desemprego, teto do INSS e benefícios que ultrapassam o piso também são atualizados com base no INPC — no caso desses instrumentos, geralmente se considera o acumulado até dezembro.
INPC e IPCA: diferenças metodológicas
O INPC é divulgado em paralelo ao IPCA, a inflação oficial do país. Em novembro, o IPCA fechou em 0,18% no mês, acumulando 4,46% em 12 meses. A principal diferença entre os índices está na cesta ponderada: o INPC reflete o custo de vida das famílias com renda de até cinco salários mínimos e atribui maior peso a itens como alimentação.
O IBGE realiza a coleta de preços em diversas capitais e regiões metropolitanas — incluindo Rio Branco — para compor os índices que servem de referência às políticas de correção de rendimentos.


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