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sexta-feira, 26 de junho de 2026
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Diretores e gerentes negros ganham 34% menos que brancos, revela IBGE

Quando a série começou, em 2012, a diferença era de 39%; em 2023, havia caído para 33%.

Desigualdades por grupo ocupacional

O estudo apresenta rendimento médio para dez grandes grupos ocupacionais. Em todos eles, os brancos recebem mais que pretos e pardos. A segunda maior disparidade aparece entre profissionais das ciências e intelectuais, com diferença de R$ 2.220 a favor dos brancos.

Grupo ocupacional Diferença (R$)
Diretores e gerentes 3.385
Profissionais das ciências e intelectuais 2.220
Trabalhadores qualificados da agropecuária, florestais, da caça e da pesca 1.627
Técnicos e profissionais de nível médio 1.238
Membros das forças armadas, policiais e bombeiros militares 934
Trabalhadores dos serviços; vendedores do comércio e mercados 765
Operadores de instalações e máquinas e montadores 503
Trabalhadores qualificados, operários e artesãos da construção, das artes mecânicas e outros ofícios 477
Trabalhadores de apoio administrativo 451
Ocupações elementares 262

Participação ocupacional e informalidade

Além das diferenças de rendimento, o IBGE aponta desigualdade na distribuição ocupacional: 17,7% das pessoas brancas ocupam cargos de diretores e gerentes, ante 8,6% entre pretos e pardos. Já no grupo “ocupações elementares”, 10,9% dos brancos trabalham nessa categoria, contra 20,3% dos pretos e pardos.

O levantamento mostra ainda maior informalidade entre negros: a taxa de informalidade dos pretos e pardos é de 45,6%, enquanto a dos brancos é de 34% (média nacional: 40,6%).

Rendimento por hora e escolaridade

Ao analisar o rendimento por hora, o estudo aponta que brancos recebiam, em média, R$ 24,60 por hora, ante R$ 15 dos pretos e pardos — diferença de 64%.

Entre os trabalhadores com diploma de ensino superior, a discrepância persiste: os brancos com graduação ganhavam R$ 43,20 por hora, enquanto pretos e pardos com diploma recebiam R$ 29,90 — 44,6% a mais para os brancos.

O pesquisador responsável, João Hallak Neto, ressalta que, além da escolaridade, fatores como área de atuação e progressão na carreira influenciam a desigualdade.

Conclusões

Na média dos dez grupos ocupacionais, o rendimento médio dos brancos foi de R$ 4.119, contra R$ 2.484 dos pretos ou pardos — 65,9% a mais. O estudo revela que, embora alguns indicadores tenham melhorado desde 2012, a desigualdade racial persistente no mercado de trabalho segue sendo significativa.

Com informações Agência Brasil