Uma arma foi apreendida e vai passar por perícia para identificar se foi dela que partiu os disparos que atingiram dois bombeiros. Caso ocorreu no sábado (27) quando soldados podavam árvores no 4º BIS
Cinco pessoas foram presas pelo tiroteio entre facções criminosas que deixou dois soldados do Corpo de Bombeiros feridos no último sábado (27), em Rio Branco.
Conforme o secretário de Segurança Pública, Carlos Flávio Portela, uma arma também foi apreendida e vai passar por perícia para identificar se foi dela que partiu os tiros que atingiram as vítimas.
“Todos os envolvidos já foram identificados. Fizemos cinco prisões e dois deles já tinham mandado de prisão a ser cumprido por outros crimes graves. Além disso, uma moto roubada foi recuperada com um eles e o veículo utilizado, inclusive, por um deles também foi apreendido. Além da arma também apreendemos drogas”, destaca Portela.
Os bombeiros Antônio Rômulo de Noronha, de 35 anos, e Jorgeano da Conceição, de 29 anos, foram atingidos por balas perdidas enquanto podavam árvores dentro do 4º Batalhão de Infantaria e Selva (BIS), na capital acreana.
Noronha segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do pronto-socorro de Rio Branco e o estado é grave, segundo o Corpo de Bombeiros. Conceição foi ferido no ombro e liberado após atendimento no Hospital de Urgência e Emergência (Huerb).
Ainda conforme o secretário, dos cinco presos, três pertenciam a uma facção e os outros dois eram membros de um grupo rival. Durante a ação dos criminosos, três policiais civis e dois delegados estavam no perímetro do Círculo Militar e acabaram auxiliando na ação.
Portela explicou que outras pessoas foram presas, mas que apresentaram testemunhas e tiveram o álibi confirmado. Ele afirma que as cinco que permanecem presas participaram efetivamente do tiroteio que deixou dois feridos.
“As investigações continuam para entregar ao Judiciário e ao Ministério Público o melhor resultado das investigações que foram realizadas. Esses policiais já atuaram, conseguiram o êxito de prender essas pessoas e apreender os instrumentos que foram usados no crime. Ainda não descartamos nada, as investigações continuam e atuamos para verificar outras participações”, afirma.
Tiroteio entre facções
O Comando dos Bombeiros explicou, em nota que, que os dois militares faziam corte de árvore na área do 4º BIS, quando aconteceu a fatalidade. Além dele, mais cinco militares estavam no local. As imagens das duas vítimas não serão divulgadas por questão de segurança.
O comandante do 4º BIS, coronel Wellington Valone, explicou que três dos criminosos tentaram fugir para dentro da área do batalhão. Porém, foram presos por dois policiais civis que faziam atividade física na região.
“Atiraram do bairro São Francisco lá para dentro. Estavam perseguindo outros três elementos, que entraram na área e tinham dois policiais civis que faziam atividade física. Quando os bombeiros retornaram para o corte das árvores o pessoal voltou a atirar e atingiu os bombeiros. Atiraram do outro lado do rio”, contou ao detalhar que o caso foi uma triste “fatalidade”, afirmou.


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