Um estudo do Instituto Trata Brasil, divulgado no dia último, 24, revela que uma em cada quatro mulheres no Brasil não tem acesso adequado a infraestrutura sanitária e saneamento.
De acordo com estudo, 27 milhões de brasileiras não recebem estes serviços, o que contribui para reforçar as desigualdades de gêneros, pois impactam a saúde, o acesso à educação e à renda, além do bem-estar dessas mulheres, concluiu a pesquisa.
A falta de saneamento influi diretamente a educação de meninas brasileiras. De acordo com o estudo, as meninas sem acesso a banheiro têm desempenho estudantil pior, com, em média, 46 pontos a menos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) quando comparadas à média dos estudantes brasileiros.
Além disso a ineficiência do serviço, é uma das principais causas de incidência de doenças como vômito e diarreia, que levam as mulheres a se afastarem, em média, por 3,5 dias ao ano de atividades rotineiras, como escola ou trabalho. A incidência é maior entre as mulheres, 80,1 casos para cada mil habitantes, segundo dados de 2013, entre os homens é de 73,4 para cada mil habitantes.
Na comparação por região, no Norte e no Nordeste, o atendimento regular de água chega somente a 53,2% das mulheres. Além disso, 70% das mulheres que não têm banheiro em casa estão na região Nordeste.
Já na região Sudeste, apesar de os índices serem mais baixos, os números absolutos chamam atenção: em São Paulo, são mais de dois milhões de mulheres sem água na torneira de forma frequente; no Rio, 2,1 milhões; e em Minas Gerais, 1,5 milhão.
Em relação à coleta adequada de esgoto, o maior déficit é no Norte do país, onde o problema atinge 67,3% da população.


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