Juliana Soares, a vítima agredida com 61 socos pelo ex-jogador de Basquete Igor Cabral, revelou publicamente, nesta quinta-feira (28), que recebeu ameaças de violência de internautas anônimos nas redes sociais.
Alvo de tentativa de feminicídio, a estudante estava hospitalizada após ter sofrido com múltiplas fraturas na mandíbula e na região facial.
Após a prisão do ex-jogador Igor Cabral no dia 26 de julho, Juliana contou ter recebido mensagens de teor intimidatório na web.
“Recebi uma ameaça dizendo que iam vir a Natal e me dar 121 socos. Eram palavras horríveis, que não posso nem repetir ao vivo”, afirmou.
Relembre o caso da vítima agredida com 61 socos pelo agressor Igor Cabral
A agressão que ganhou repercussão nacional aconteceu no elevador de um condomínio na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, no dia 26 de julho.
🚨VEJA: Momento em que o ex-jogador de basquete Igor Cabral é preso por espancar a namorada com mais de 60 socos. pic.twitter.com/WvCBnnwWWT
— CHOQUEI (@choquei) July 29, 2025
Segundo o depoimento da vítima as autoridades, ela revela que Igor Cabral teve uma crise de ciúmes, partiu para agressão e desferiu 61 socos nela com a intenção de matá-la.
Após o caso, Igor virou réu na justiça por tentativa de feminicídio e segue preso no Rio Grande do Norte. Já a estudante precisou passar por uma cirurgia de reconstrução facial, no início do mês, em razão de uma fratura na região facial.
Juliana discursou na Câmara de Natal
Na última segunda-feira (25), a estudante foi homenageada na Câmara Municipal de Natal, Rio Grande do Norte e prestou um discurso emocionante.
“Tão importante quanto a denúncia, é a sociedade acolher a mulher que sofre violência. Muitas ficam presas dentro desse ciclo de abuso porque não têm a quem recorrer”, destacou a promotora de vendas e complementou: “Gostaria de dizer que, se eu me levantei daquele elevador depois de tudo que aconteceu comigo, outras mulheres também são capazes”, discursou.
Denuncie a violência contra a mulher
Toda violência doméstica deve ser denunciada sob a Lei Maria da Penha. Se presenciou ou foi vítima, informe as autoridades. Em Santa Catarina, a denúncia pode ser feita de maneira online na Delegacia de Polícia Virtual da Mulher por este link ou pelo WhatsApp (48) 98844-0011. Na Polícia Militar, usa-se o aplicativo PMSC Cidadão. Já por telefone, a denúncia pode ser anônima pelos telefones 181 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar) e 180 (Disque Denúncia).
Fonte: NDMais



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