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quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Moraes tem cartão de crédito bloqueado e Banco do Brasil tenta saída ‘caseira’

A Mastercard bloqueou, nesta quinta-feira (21), o cartão de crédito do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), em cumprimento às sanções da Lei Magnitsky aplicadas pelo governo dos Estados Unidos.

Diante disso, o Banco do Brasil, onde o magistrado mantém conta, ofereceu uma alternativa “caseira”: um cartão da bandeira Elo, de uso nacional. As informações são do Estadão.

Moraes sem cartão de crédito: Elo resolve no Brasil, mas não lá fora

A solução permite que Moraes continue utilizando crédito dentro do país. No entanto, no exterior, o problema segue sem saída. Isso porque a Elo depende da parceria com a Discover, operadora americana que também está sujeita às sanções.

O que o Banco do Brasil disse sobre o cartão de crédito bloqueado de Moraes?
O Banco do Brasil e o gabinete do ministro não comentaram o caso do cartão de crédito de Moraes, citando sigilo bancário. Em evento sobre governança, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, defendeu a instituição e reforçou a credibilidade da empresa.

“É muita falta de responsabilidade quando algum brasileiro coloca em xeque a solidez, a segurança e a integridade do Banco do Brasil”, disse. Ela também pediu para que servidores e a sociedade em geral não alimentem fake news sobre a instituição.

Mais cedo, o banco havia divulgado nota dizendo ter sólida experiência internacional e preparo para lidar com temas “complexos ou sensíveis” ligados a regulamentações globais, como o caso do cartão de crédito de Moraes.

Decisão de Flávio Dino no STF ajuda Moraes?

Nesta semana, uma decisão do ministro Flávio Dino levantou dúvidas entre os bancos brasileiros. Na prática, o despacho abre espaço para que Alexandre de Moraes recorra ao próprio STF contra as sanções impostas pelo governo Donald Trump. A medida, porém, deixou o setor financeiro sem saber exatamente como agir no relacionamento com o ministro.

Um dos representantes de grandes bancos descreveu a situação ao Estadão como “inédita, complexa, sensível e sem solução clara”. Isso porque as instituições financeiras operam em escala global, com contratos e relações comerciais interligadas em vários países.

A preocupação não atinge apenas bancos privados como Itaú, Bradesco e BTG – este último viu as ações despencarem na Bolsa no dia seguinte à decisão de Dino.

O Banco do Brasil, que é público mas tem capital aberto e mantém operações nos Estados Unidos, também foi citado como exemplo de instituição que pode enfrentar dificuldades para conciliar a legislação brasileira com as pressões internacionais.

Na manhã desta quarta-feira (20), o BB afirmou que atua com respeito à legislação brasileira. A instituição também diz que está preparada para lidar com temas complexos e sensíveis que envolvem regulamentações globais.

Fonte: NDMais