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Foi preso, na manhã desta sexta-feira (15), o youtuber e influenciador Hytalo Santos, investigado por suspeita de exploração da imagem de menores em vídeos nas redes sociais. Hytalo tem 28 anos e nasceu em Cajazeiras, na Paraíba.
Hytalo produz vídeos para o YouTube com a “Turma do Hytalo”, um grupo de menores de idade que ele chama de “filhos”, desde 2020.
O paraibano acumula mais de 17 milhões de seguidores no Instagram. Em 2024, seu Instagram foi uma das contas com maior engajamento no Brasil. Segundo a empresa de monitoramento de redes Zeeng, ele foi a 4º figura pública do Brasil com mais engajamento no segundo trimestre de 2024, atrás apenas de Neymar, Vinicius Jr. e MC Ryan.
Nos vídeos, o youtuber mostrava os menores se beijando e fazendo danças sensuais, além de fazer perguntas como “já pulou a cerca?”,” já pegou mais de quatro na balada?” e “já sentiu vontade de ficar com pai, mãe, primo ou tio de um amigo?”. Nas redes, ele postava vídeos das crianças recebendo presentes como iPhones, além de exibir os familiares o agradecendo pelo pagamento de contas como aluguel e mensalidade escolar.
Hytalo conheceu a primeira integrante da chamada “Turma do Hytalo” quando ela tinha apenas nove anos. Em entrevista ao podcast PodDelas, em 2023, ele contou que o encontro aconteceu durante uma aula de dança em Cajazeiras. Embora tenha iniciado cursos de Letras e Pedagogia, Hytalo não os concluiu, pois decidiu seguir a carreira de dançarino.
Quem é Hytalo Santos, influencer preso hoje em São Paulo
Investigações contra Hytalo Santos
Em 2024, uma reportagem do site “UOL” revelou que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) investigava Hytalo Santos por suposta exploração da imagem de menores. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe a utilização de imagens que violem a dignidade ou a intimidade de crianças, expondo-as a vexame ou constrangimento. O artigo 232 prevê pena de seis meses a dois anos de detenção nesses casos.
As investigações começaram em novembro de 2024, em João Pessoa e Bayeux, na região metropolitana da capital. A apuração em Bayeux teve início após solicitação do Conselho Tutelar local, enquanto o caso de João Pessoa foi registrado sem identificação de denunciante, classificado como um procedimento de “defesa de direitos de crianças e adolescentes”.
Denúncia de Felca
Felca fez um vídeo denunciando a sexualização de crianças e adolescentes na internet (Foto: Reprodução)
O caso ganhou ampla repercussão após o youtuber Felca publicar o vídeo intitulado adultização. Com 50 minutos de duração, a produção usou o episódio envolvendo Hytalo como exemplo para criticar plataformas digitais que permitem monetizar conteúdos que expõem menores de idade.


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